Os muitos dólares de uma pandemia


De 19 a 21 de agosto acontecerá em Washington a “Conferência Internacional sobre a gripe suína”. Não é iniciativa de algum governo, mas de uma empresa, a New-Fields. E parece que será um bom negócio. A programação é vasta e custará “apenas” 2.785 dólares para um único indivíduo que desejar somar a conferência com mais dois workshops. É o que diz o material de divulgação do evento em PDF, que explica que seu propósito é ensinar como fazer a economia funcionar em uma grande pandemia, treinando funcionários e fornecedores a trabalhar na ajuda ao estado e às agências federais. Na lista de discussões não falta alarmismo: como proteger e distribuir vacinas e produtos essenciais; como administrar a rotina de trabalho com uma onda de crimes; como controlar e abrandar a agitação social e os distúrbios públicos; como se proteger das interrupções de fornecimento de comida, combustível e de produtos essenciais, fazendo estoque. São alguns dos vários assuntos que serão discutidos.

Para o Prison Planet é demonstração de interesse em preparar a lei marcial nos EUA e em outros cantos do mundo, baseado em um alarme falso de ataque pelo H1N1. Segundo o site de Alex Jones, a mídia vem preparando a população para o medo da pandemia e tudo se encaixa nas diretivas de Bush, divulgadas em 2004, que listava iniciativas a serem tomadas em caso de ataques biológicos dos agentes do terror.

Não vou entrar na discussão, já grande, das origens desta gripe, do papel da mídia etc. Quem desejar, há muito material na internet, mas infelizmente em sua maioria apenas em inglês. Sugiro começar pela listagem dos artigos do Global Research, organizada via o bravo portuga Resistir. Desejo levantar apenas algumas poucas informações, que por enquanto o Google nos ajuda:

No site da organizadora da conferência, ela se define como uma empresa de marketing que faz mais de 120 eventos de negócios ao ano, tendo como alvo as indústrias de energia, defesa, educação e saúde;

Embora aparentemente no site seja uma empresa americana, com sede em Washington DC, ela apenas ali tem um escritório. A empresa é dos Emirados Árabes, seu presidente é Samir Farajallah, de Dubai, segundo o New York Times;

A empresa fez outros eventos, um sobre gripe aviária e outro sobre a reconstrução do Iraque, onde caminhou ao lado da Halliburton de Dick Cheney e da Blackwater, dos mercenários do governo dos EUA.

O que quer dizer isso? Talvez pouco. Mas acho o suficiente para muitas perguntas. O governo Bush e seus agregados usaram o argumento do 11 de setembro para uma guerra e grandes negócios em defesa, energia e reconstrução. Esta empresa parece estar bem enquadrada no time. Saúde parece que é o negócio do momento.
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EPI

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Ambiente de azaração

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Drops de Sabores Variados.

É muito interessante a ética seletiva de setores da classe “mérdia” - são os velhos fantasmas udenistas que insistem em continuar nos assombrando – e da mídia que “forma” a sua opinião. Se há toda uma enorme indignação – com todos os motivos, por sinal - em relação aos atos praticados pelo velho oligarca Sarney, por que este mesmo sentimento não existe em relação a uma série de outras situações que listo abaixo?

1-Os jatinhos que o senador Tasso Jereissati freta com dinheiro público;
2- O funcionário-fantasma do gabinete do senador Arthur Virgílio que recebeu salários durante um ano, mesmo morando na Espanha;
3- A viagem da filha do Fernando Gabeira ao Havaí, utilizando a cota de passagens da Câmara de Deputados e a contratação da empresa da mulher do deputado verde para lhe prestar serviços na montagem de um site, utilizando a verba de representação de seu gabinete;
4- O fato de Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique, ter sido funcionária-fantasma do gabinete do Senador Heráclito Fortes;
5- A utilização da cota de passagens da ex-senadora Heloísa Helena por seu filho e por dois militantes do PSOL, mesmo depois da “combativa” parlamentar ter encerrado o seu mandato.

Sei não, mas esta história de “Fora Sarney!” está parecendo mais “Cansei II: A Missão”...
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Estou ouvindo agora o disco “Nouvelle Cuisine” (1988) da banda paulista do mesmo nome. Como ele nunca foi lançado em CD, estava pensando em levar o meu velho vinil para convertê-lo , mas antes tive a idéia de ver se alguma alma caridosa já não tinha feito isto e o estava compartilhando na grande rede. Não deu outra: alguém (God Bless You!) converteu todas as faixas do “bolachão” para o formato mp3 e ainda se deu ao trabalho de copiar a capa e o encarte do disco, disponibilizando tudo isto em formato rar. Quem quiser curtir excelentes interpretações de standards do Jazz é só acessar o link abaixo e fazer o download do arquivo.
O glorioso Vasco da Gama finalmente conseguiu chegar a vice-liderança da série B do Brasileirão e, dependendo da combinação de resultados, pode terminar esta rodada em primeiro lugar. O problema é que a irregularidade tem sido a marca da equipe na competição: quando parece que o time vai engrenar, ocorre um daqueles tropeços injustificáveis. De qualquer forma, amanhã estarei em São Januário para assistir a estréia do Aluísio Chulapa e para cantar um dos mais belos cantos de torcida – “Vou torcer pro Vasco ser campeão/São Januário, meu caldeirão” – que utiliza a melodia de um dos clássicos do Rock Brasil, “Bebendo Vinho”, composto pelo Vander Wildner e gravado pelo Ira!

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É absolutamente imperdível a Exposição “Virada Russa” que está em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro, até o dia 23 de agosto. Nela estão presentes diversas obras pertencentes ao acervo do Museu Estatal de São Petersburgo, que constituem uma amostra bastante representativa da produção das vanguardas artísticas russas das primeiras décadas do século XX. Ficar frente a frente com um Chagall ou um Kandinsky é algo indescritível. Porém, a tela que mais me marcou foi “A Guerra Alemã”, de Pável Filónov. É a “Guernica” da Primeira Guerra Mundial.
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A revista "Nueva Sociedad" e as drogas na América Latina





A revista Nueva Sociedad é bastante conhecida na América Latina. No Brasil, tem leitores fiéis, especialmente entre os cientistas sociais. Desde 2008 vem publicando, inclusive, um número anual em português, normalmente lançado nas reuniões da ANPOCS.

A revista existe desde 1972 e sai a cada dois meses, com o objetivo de estimular o debate político e democrático no mundo latino-americano. Seu diretor atual é Joachim Knoop e o chefe de redação é José Natanson, que operam a partir de Buenos Aires.

Ao longo desses anos, Nueva Sociedad atingiu um público expressivo, valendo-se tanto de uma edição impressa quanto de uma versão eletrônica, disponibilizada gratuitamente na página web da revista.

A edição nº 222 acaba de sair. Além de artigos sobre as relações do governo Obama com a América Latina, sobre o Panamá e sobre a integração latino-americana, a revista mantém o padrão adotado nos últimos anos e organiza um dossiê especial, que compõe seu corpo principal. Agora, o tema central é Drogas en América Latina. Después de la guerra perdida, ¿qué?. Francisco E. Thoumi, Luiz Eduardo Soares, Ibán de Rementería, Tom Blickman & Martin Jelsma, Anthony R. Henman, Lucía Dammert, Marcelo F. Sain e Omar Rincón analisam a partir de diferentes ângulos os resultados das políticas de combate à droga implementadas até o momento em diferentes países da região.

Partindo da premissa de que a estratégia de enfrentar o narcotráfico mediante o combate ou o controle da oferta não foi eficaz, Nueva Sociedad busca recuperar o debate sobre a descriminalização do consumo de drogas. É viável a descriminalização? Que tipo de desenho normativo é o mais adequado? Que papel cabe ao Estado num empreendimento com essas características? O que se pode aprender com os modelos de descriminalização adotados na Europa?

O debate é atualíssimo e os colaboradores são de alto nível, a começar de Luiz Eduardo Soares. No mínimo por isso, vale muito a pena ler o número e ajudar a divulgá-lo.

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