plus c'est la même...
Primeiro, notícias do nosso companheiro Jurandir. Ele está vivo e bem, colecionando posts que irá publicar quando chegar de sua viagem ao interior. Posso adiantar, como correspondente privilegiada que sou, que não perdemos por esperar a CPI imaginária da Petrobrax, opa, Petrobras, o caminho ladeira abaixo que o jornalismo brasileiro está tomando, a liberdade de Álvaro Lins, e outras pérolas do nosso cancioneiro popular, comentadas pelo nosso querido Jura.
Então assumo o papel de coadjuvante feliz e chamo atenção para um livro sobre o qual recebi a capa e um pequeno resumo:

O dito veio em um email cujo título chamava:
Uma nova oportunidade para a sua empresa.
Ao abrir o email, leio o título do livro: Um mergulho na base da pirâmide.
E segue o resuminho: Uma obra prática e repleta de imagens que traça o panorama de uma população que já passou de esquecida a valorizada e que hoje está nos planos das grandes empresas.
Ah, a base da pirâmide, ou exércitos de reserva, ou os miseráveis, ou os que aceitam trabalhar em qualquer condição, recebendo qualquer coisa, só agora estão nos planos das grandes empresas? Hm. Como consumidores também, certo? E eles terão que trabalhar para consumir aquilo que as tais grandes empresas querem colocar como necessidades reais ou imaginárias, certo? Então eu encerro meu expediente aqui, com mais uma da canalhada.
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Então assumo o papel de coadjuvante feliz e chamo atenção para um livro sobre o qual recebi a capa e um pequeno resumo:

O dito veio em um email cujo título chamava:
Uma nova oportunidade para a sua empresa.
Ao abrir o email, leio o título do livro: Um mergulho na base da pirâmide.
E segue o resuminho: Uma obra prática e repleta de imagens que traça o panorama de uma população que já passou de esquecida a valorizada e que hoje está nos planos das grandes empresas.
Ah, a base da pirâmide, ou exércitos de reserva, ou os miseráveis, ou os que aceitam trabalhar em qualquer condição, recebendo qualquer coisa, só agora estão nos planos das grandes empresas? Hm. Como consumidores também, certo? E eles terão que trabalhar para consumir aquilo que as tais grandes empresas querem colocar como necessidades reais ou imaginárias, certo? Então eu encerro meu expediente aqui, com mais uma da canalhada.
Postagem requentada para assunto requentado
Ontem a mídia nos brindou com mais uma patética cobertura do "Dia Livre de Impostos", que tem o seu ponto alto na venda de gasolina barata. O sonho da Classe Média, representada pela apolítica Aclame: gasolina barata! Nada de transporte coletivo ou qualquer outra coisa coletiva. Apenas a exacerbação do individualismo, a preços módicos, acompanhada de reclamações contra a carga tributária e o contra o governo, seja lá qual for, porque a Classe Média sempre vota na direita, mas reclama de todos os governos.
Como o evento acontece todos os anos e todos os anos a televisão faz a mesma cobertura ridícula, segue abaixo uma postagem de 2006, com uma charge de 2004. Na época, Daniel Andrade era o presidente da Aclame. Depois, virou secretário da Yeda e apoiou o tarifaço e a prorrogação dos pedágios.
Coisas da vida, como diria o blogueiro...
Como o evento acontece todos os anos e todos os anos a televisão faz a mesma cobertura ridícula, segue abaixo uma postagem de 2006, com uma charge de 2004. Na época, Daniel Andrade era o presidente da Aclame. Depois, virou secretário da Yeda e apoiou o tarifaço e a prorrogação dos pedágios.
Coisas da vida, como diria o blogueiro...
14 Outubro 2006
Chega de Tanto Imposto!
Essa é uma das minhas favoritas. Tanto pelo desenho, que tá bacana, quanto pelo "contiúdo". Ela foi publicada em maio de 2004, depois de um dos tais “dia sem imposto”, com aquela função de filas nos postos de gasolina, matérias nos telejornais e tal e coisa... Eu fico me perguntando o que leva um sujeito a supor que a gasolina devesse ser isenta de impostos. Imagino que alguém que pense assim, também acredite que o seu automóvel devesse ser isento de impostos. E, talvez, que jamais pudesse ser multado, principalmente por um pardal faturador. E, evidentemente, esse alguém deve odiar os famigerados pedágios. O que me leva a outra pergunta: nesse mundo sem impostos, multas e pedágios, de onde alguém iria tirar dinheiro para fazer as estradas e ruas onde esses carros andariam com sua gasolina barata? Vai ver, nesse mundo ideal, talvez Deus, na sua infinita bondade, e aproveitando alguma verba excedente após o fechamento do Limbo e o conseqüente enxugamento da máquina celestial, dissesse: “Faça-se a auto-estrada! Com pelo menos três pistas, sem curvas nem limite de velocidade, que é pra galera barbarizar no volante”!

Patrus, PT e plano B
Em face das incertezas de 2010, mais um blog de política apresenta Patrus como plano B do PT.
Apesar de todos do governo afirmarem e reafirmarem a ministra Dilma Rousseff como candidata do Partido dos Trabalhadores ao Palácio do Planalto, e que sua saúde, apesar do câncer, está intacta e pronta para a disputa eleitoral, o PT já dá sinais de possuir sim um Plano B.
Nítida expressão desse plano é a propaganda televisiva, onde aparecem nessa ordem, as seguintes personalidades: o ministro da fazenda, Guido Mantega; o ministro de Desenvolvimento Social, Patrus Ananias; e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Muito inteligente, mas, não surpreendente, vindo de um partido que tem o Presidente da República, e assim, não se negligenciaria em não ter um bom estrategista e marqueteiro.
Apresentar Guido Mantega na abertura do programa reafirma a capacidade do PT de gerenciar a economia, alcançando bons resultados e afastando de uma vez por todas a idéia que antecedeu o primeiro mandato de Lula, de que o Partido dos Trabalhadores daria o calote nos fundos financeiros internacionais.
Logo após Mantega, aparece Patrus Ananias, uma cartada certeira, que também tem o seu propósito: aparecer logo depois do conforto de que a economia está fortalecida, ressalta que as Políticas Sociais do Governo Lula, comandadas pelo Ministro, podem coexistir num cenário econômico de responsabilidade, demonstrando que, melhorar a divisão de renda no país e dar atenção aos mais necessitados, não compromete a estabilidade do sistema financeiro, muito pelo contrário, injeta moeda no mercado, revigorando-o. Estar no meio, também significa que as Políticas Sociais é o cerne, o centro das atenções do Governo Petista. Dilma Rousseff aparece em terceiro lugar, e retorna ao final da propaganda, visto que, ainda é o Plano A do Presidente Lula.
Porém não foi desproposital Patrus ser incluído nessa propaganda, vejamos: o Ministro comanda a Pasta (ministério) carro chefe das administrações petista, as Políticas Sociais, é a pasta que chega a mesa do cidadão faminto, que coloca a criança na escola. E que garante segundo eles, um mínimo de dignidade à família. Além disso, Patrus já foi prefeito da cidade de Belo Horizonte, cidade estratégica para anular o poderio do Governador Aécio Neves. No mesmo sentido, Patrus, é entre as possibilidades dos petistas, aquele que já tem uma densidade eleitoral bastante considerável, visto sua votação em Minas, e, a reboque, encarna a figura do militante histórico, capaz de agregar os intelectuais, mas também, aqueles que saem às ruas, inflamados de emoção e com muito orgulho, exibem a estrela petista no lado esquerdo do peito. É importante lembrar que, caso o candidato seja Patrus, o grande imbróglio em Minas fica resolvido, visto que o caminho ficará aberto para Fernando Pimentel se candidatar ao Palácio da Liberdade. Nesse cenário, estariam no mesmo palanque, em Minas Gerais, Patrus e Pimentel, única aliança capaz de fazer frente a força do Governador Aécio Neves.
Portanto, a aparição de Patrus Ananias em Rede Nacional, ao lado do Ministro da Fazenda e da guerreira Dilma Rousseff, o credencia como o Plano “B” dos petistas. Caso a ministra não apresente condições de disputar o pleito em 2010, não tenham dúvidas que Lula lançará seu coordenador do Bolsa Família para a disputa, e a militância petista mineira, tamanha a identificação que tem com Ministro, fará campanha dia e noite, na certeza de que um Verdadeiro Petista dará continuidade ao “Governo do Povo”.
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