LA CASA DI LUCE ROSSA



Não saber votar dá nisso. O RS elegeu uma desequilibrada que conseguiu fazer no Palácio Piratini uma Casa da Luz Vermelha!

E há uma corja de parlamentares que não quer investigação. Estão todos, certamente, com o rabo preso. Isto inclui o PMDB do “ético” e “indignado” Senador Simon, que até agora nada disse.

O chapéu da ética parece não servir mais na cabeça do “TURCO”!

Já é tempo de se varrer esta tropa de cafajestes da política. Isso passa pela responsabilidade de cada um de nós.
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Cuba

Sem sombra de dúvidas, a Revolução Cubana foi um dos mais importantes - e fascinantes - acontecimentos do século XX e, juntamente com a Revolução Mexicana, marcou profundamente o imaginário das esquerdas e dos movimentos sociais latino-americanos. Apesar disto e ao contrário de muitos amigos queridos e de pessoas que respeito e admiro, não sou nenhum grande entusiasta do regime castrista. Melhor dizendo: tenho uma profunda admiração pela revolução e pelos revolucionários que derrubaram a infame ditadura de Fulgêncio Batista, no início de 1959, mas também tenho diversas críticas ao modelo de Estado construído em Cuba, notadamente a partir de 1964, embora compreenda os condicionamentos externos e internos que levaram à implantação e à consolidação desse modelo. Porém, continuo a achar que, em diversos momentos, outros caminhos poderiam ter sido tentados e experimentados, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo governo revolucionário ao longo destes cinqüenta anos. Mas, mesmo assim, são indiscutíveis os avanços conquistados pela sociedade cubana em diversos campos, assim como é indiscutível o heroísmo de uma nação que se construiu como tal, através da luta e do enfrentamento das adversidades. Escrevo tudo isto como preâmbulo a um comentário sobre a matéria “Negociar sim; sem perder a firmeza, jamais”, surpreendentemente (deve ter sido um “cochilo” da editoria internacional) publicada em “O Globo” de hoje. Nesta reportagem, assinada pela jornalista Nani Rubin, o jornalão da família Marinho foge do seu tom crítico habitual sobre a ilha (por sinal, somente alguém completamente idiota ou então um leitor compulsivo do Mainardi - o que, no fundo, acaba sendo a mesma coisa - para acreditar que um “regime decadente e que está perdendo o apoio popular” - que é como “O Globo” habitualmente define o governo de Fidel - consiga sobreviver por cinco décadas, enfrentando as pressões da maior potência do mundo, sem poder contar, há quase 20 anos, com o apoio da extinta URSS) e apresenta um vibrante quadro da sociedade cubana, diante das perspectivas da ocorrência de mudanças no país e de uma reaproximação com os EUA. O que vemos ali é o retrato de um povo orgulhoso e consciente que deseja mudanças políticas e econômicas e que sonha com o fim do embargo norte-americano e com melhores relações com seu poderoso vizinho, mas que não abre mão das conquistas obtidas após 1959 e nem aceita transformar-se novamente em um “quintal” dos EUA, como nos tempos anteriores à revolução. Tal disposição fica bem clara nas palavras de uma cubana comum, a recepcionista Maria Cristina Sánchez, que afirmou para a jornalista de “O Globo”: “Este é o melhor país para se viver. Quem trabalha tem o seu dinheirinho, quem não trabalha... o que se pode fazer? Não temos muita coisa, mas temos orgulho do que conseguimos e comida para todos. O bloqueio é injusto e precisa acabar, mas Raúl não pode ceder”.
Depois de ler isto, não pude deixar de abrir um sorriso e de dar um “Viva”, mentalmente, a esse heróico e orgulhoso povo.

Leia aqui, na íntegra, a matéria sobre Cuba publicada em O Globo.

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Os próximos dias

A nova patifaria dos tucanos vai encher de letras os jornais nos próximos dias. Estes inventarão assunto, recuperando suas esvaziadas pautas de ajuda à eleição do Serrosferatu. A Petrobras será o mal a ser combatido. Darão vivas a Exxon e a Chevron. E o blogueiro, ávido para entrar na briga, estará ausente. Lamento muito. Tenho uma viagem inadiável, ainda sem data de retorno, onde provavelmente ficarei sem acesso a internet. Mas volto a tempo para algumas bordoadas na canalhada. Não vou perder este arranca-rabo.
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Mito alimenta debate da reforma política

Da Coluna de Maria Inês Nassif, do Valor Econômico
Existem alguns mitos sobre a política partidária brasileira que devem ser derrubados para que o debate sobre a reforma política seja feito dentro de parâmetros de racionalidade. O maior mito talvez seja o da falta de representatividade dos partidos. Se essa foi a realidade no período pós-redemocratização, quando apenas um partido, o PT, despontava com conteúdo de classe e maior organicidade, não se pode estendê-la para a realidade de hoje. A partir de 1994, quando o quadro partidário tendeu à polarização entre a coligação PSDB-PFL, de um lado, e o PT, do lado oposto, essas agremiações passaram a atrair, de forma crescente, apoios de parcelas definidas da opinião pública que não apenas se identificam com elas, mas influenciam-nas. Aliás, uma relação orgânica de um partido com os setores sociais que representa nunca é de mão única: uma ideologia não é formulada unilateralmente, mas é a síntese de formulações de vários agentes políticos que interagem num dado momento histórico. Uma vitória eleitoral é produto do convencimento da maioria de eleitores de que uma síntese de formulações é a mais "racional", a mais conveniente ou a mais importante no momento.
A partir de 1994, quando o PSDB passou a ser uma alternativa efetiva de poder, ele foi levado por um movimento constante de polarização com o PT, partido mais identificado com setores de esquerda. O partido de Fernando Henrique Cardoso foi ocupando gradativamente o centro ideológico e nas eleições de 2002, com a radicalização do debate político, incorporou a representação de setores mais à direita, enquanto o PT conseguia o apoio de parcelas do eleitorado de centro para se viabilizar como alternativa de poder. Desde então, PFL, hoje DEM, e PSDB disputam o eleitorado conservador, ou se aliam para conquistá-lo, mas ambos mantêm uma forte identidade política com esse eleitor. Da mesma forma, ao fazer a opção por integrar a oposição de forma subordinada a esses dois partidos, o PPS não conseguiu se separar politicamente deles. Os partidos de oposição, na verdade, passaram a se acotovelar em um espaço ideológico limitado, no lado extremo ao do PT, reforçando uma polarização que não necessariamente sobreviveria se não tivesse sido alimentada ao longo do tempo. Ainda assim, seja qual for o número de partidos que se sobrepõem nesse espaço político, eles têm representado de forma eficiente o pensamento de parcelas de eleitorado. Existe um trânsito efetivo do pensamento de setores da sociedade nesse segmento partidário, e vice-versa.
Do outro lado, se o PT agregou, ao longo da sua existência, o pensamento "pequeno-burguês", a polarização com o bloco partidário de oposição faz dele, preferencialmente, o depositário de grupos ideológicos mais à esquerda. Embora o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não tenha rasgado dinheiro - muito pelo contrário, no primeiro mandato compôs com o capital financeiro que ameaçou o país no processo eleitoral que o levou ao poder -, no segundo mandato, com a radicalização da oposição, passou novamente a transitar os interesses de setores à esquerda que ameaçaram desertar na época dos escândalos do mensalão e a se configurar como a alternativa de poder "menos pior" que a do bloco oposicionista.
No final das contas, um discurso extremamente conservador e a coincidência de interesses de partidos que tiveram origens distintas, como o DEM, o PSDB e o PPS, acabaram, do outro lado, forçando também uma maior identidade dos setores de esquerda, que hoje integram formalmente o PT ou os partidos de esquerda a ele aliados, ou simplesmente apoiam o bloco governista. Os partidos que tentaram fazer uma oposição à esquerda não conseguiram sensibilizar setores que, embora descontentes, não saíram da área de influência do PT, quer porque essas legendas não se configuraram como alternativas viáveis de poder, quer porque foram engolidas pela onda de radicalização que trouxe o PT de volta à posição de partido que polariza com um candidato e/ou partido que representa setores conservadores. De alguma forma, o modelo de oposição feito pelo bloco PSDB/DEM/PPS tem anulado a possibilidade de uma oposição à esquerda.
A acomodação ideológica dos partidos em disputa não é fruto do acaso. Todo movimento político é dado pela prática. A ideologia configura uma opção de poder. Os partidos, quer de oposição, quer de situação, fizeram escolhas, e essas escolhas resultaram numa polarização do quadro partidário. Essa divisão política entre dois pólos, na prática, tem neutralizado os efeitos da excessiva pulverização do quadro partidário, porque os blocos têm bastante identidade e funcionam como um grande partido político. Se mais de uma legenda representa um setor da sociedade, isso não quer dizer que as legendas-irmãs não tenham conteúdo ideológico ou não organicidade - quer dizer simplesmente que esses setores são representados por mais de uma legenda.
Escapam dessa lógica o PMDB e os pequenos partidos de direita, que são forças políticas inorgânicas, porém capazes de dar estabilidade a governos, independente da posição política de cada um deles. Ainda assim, não se pode ignorar a função ideológica que, dentro deles, exercem os blocos suprapartidários - a bancada ruralista, por exemplo, tem uma atuação mais consistente que a de qualquer partido político, é capaz de negociar dentro do governo e no bloco oposicionista para fazer valer os interesses de classe e tem enorme poder de barganha.
O outro mito prestes a ser desmistificado é o despolitização do eleitor brasileiro. A polarização teve também o efeito de incentivar a identificação do cidadão com o partido que melhor o representa, mesmo que isso inicialmente ocorra no sentido da negação, isto é, o indivíduo passa a apontar a sua preferência partidária por oposição a alguma das forças políticas em conflito. Isto é: apoia o PSDB pelo fato de este se contrapor ao PT, ou o PT por ser antitucano.

Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras
E-mail maria.inesnassif@valor.com.br
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Não tenho saudades


Tenho ainda vivo na memória os derradeiros momentos da finada ditadura militar, eles me lembram do cheiro de um velho mimeógrafo. Sou de uma geração que varava madrugadas para distribuir no dia seguinte pequenos panfletos, os “posts” da época, onde imaginava ali contribuir para uma revolução, no mínimo. Na pior das hipóteses, botar pijamas nos velhos generais. Ganhou esta. Mesmo assim, comemorei “pacas”, como dizia à época. Talvez por imaginar que alguns daqueles poucos panfletos que consegui rodar, naquela velha maquineta de grêmio estudantil, que teimava em rasgar o estêncil, tinham feito seu estrago, tal como desejava.

Sempre lembro disso quando converso com novas gerações, que já cresceram com computadores, alguns já com a internet. Era uma tarefa tosca, demorada. Para se ter uma idéia, fechar o texto com várias nervosas cabeças juvenis, com infinitas questões de ordem, era o mais rápido. Produzir, um sufoco. Cada erro de digitação na matriz tinha toda uma delongada técnica artesanal para a correção. Apenas valia pela farra noturna, sustentada por fortes bebidas baratas, que motivavam alguns erros pavorosos nos textos e na diagramação.

Missão cumprida. Não veio a revolução socialista, tal qual eu lutava, mas a digital. Paciência, e viva! Ficou muito fácil a tarefa de distribuir aquelas poucas centenas de caracteres. E ainda com figurinhas coloridas! Maravilha! E muito mais. O público agora é planetário, se interessar. Antes, algo restrito, escondido, com o temor constante de sermos apanhados pela vigilante repressão política.

Pois, sobre esta conquista há ameaças pairando. A informação sempre foi revolucionária. E a liberdade de expressão é um permanente incômodo para o poder econômico e seus variados gerentes. Neste momento, querem mudanças na lei para neutralizar o que alcançamos. Usam de pretextos para justificar propostas de controle. O objetivo é claro, inibir o cidadão de expressar seu pensamento. Querem que a informação apenas circule com o aval do cartel da mídia, que tem em seu DNA a ideologia de quem detêm o poder, e que agora pode trabalhar sem nenhuma lei que regulamente sua atividade. Artigos, parágrafos, alíneas, incisos, apenas para o cidadão que deseja opinar. Querem a volta dos mesmos temores, agora sob a vigília do judiciário.

Mesmo sem nova lei, já temos hoje uma boa amostra do que desejam no futuro: o site VG Notícias, de Várzea Grande, MT, que fica a menos de 200km de Diamantino, cidade do presidente do STF, Gilmar Mendes e seus capangas, está proibido de publicar noticias sobre o prefeito licenciado da cidade, Murilo Domingos. A decisão é do juiz titular da segunda Vara Cível do município, Marcos José Martins de Siqueira, que não levou em conta a defesa da jornalista responsável pelo site, Edina Araújo, que afirmou que todas as matérias publicadas pelo site são baseadas em documentos públicos e podem ser comprovadas. A decisão do juiz é um primor de incoerência e prepotência. diz:
“É bem verdade que a postura de impedir a veiculação de matéria jornalística, via de regra, implica ofensa ao Direito Constitucional da Informação. Contudo, quando a notícia apresenta potencial prejuízo à imagem, deve, excepcionalmente, subordinar-se aos necessários ajustes, sem que isso implique desrespeito à Constituição Federal”

Como assim? O prejuízo da imagem é ofensa que justifica “excepcionalmente” desrespeito ao direito à livre expressão, garantido pela maior lei, a Constituição? Como ficaria, então, a recente denúncia de Diogo Mainardi contra Victor Martins, diretor da ANP, que não foi comprovada? O tempo todo ele sustentou, com empáfia, que era mesmo uma tentativa de atingir o ministro Franklin Martins, irmão de Victor. Que juiz impediria as próximas colunas do fasciscolunista da Veja, baseado no mesmo princípio de prejuízo da imagem?

Amigos, é briga, e das boas. Em meus não tão bons tempos eu diria que é mais um capítulo da tal luta de classes. Nesta quinta-feira tem ato na Assembléia Legislativa de São Paulo contra o AI-5 Digital, o projeto do senador Azeredo. Não vamos permitir que acabem com nossa conquista. Não quero voltar para o meu velho mimeógrafo.
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