Onde foi parar a gripe suína?


E o showrnalismo sobre a gripe suína foi pro ralo. Já sumiu das primeiras páginas. Qual será o próximo enredo de terror? Façam suas apostas.

[Post estilo Twitter. Exatos 140 caracteres. Ainda não peguei gosto pela coisa, mas gosto de minimalismos. Menos é mais.]

A imagem é do Pig, el hombre cerdo, que peguei no Desculpe a Poeira, que pegou no Brunoise, que pegou no Mundo Bocado.
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O rei da vela

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A ganância do PMDB e os palanques estaduais

O post anterior é de um artigo sobre a polêmica do PT gaúcho, envolvendo a tese de candidatura própria ou apoio ao PMDB. A briga colocou em campos opostos o ministro Tarso Genro, o ex-ministro José Dirceu e o presidente do PT, Ricardo Bezzoini. Mas vamos colocar lenha na fogueira, pois o caso gaúcho não é isolado.
Caso o PT ceda para o PMDB em todos os estados em que aquele partido tenha candidato com densidade eleitoral, em prol do projeto nacional de eleger Dilma Rousself, o PT corre sério risco de sair das urnas muito enfraquecido. O PT precisa garantir palanques estaduais para Dilma, mas não pode fazer isso totalmente às custas do desempenho do partido nos Estados. Em alguns estados, a melhor alternativa é ter mais que uma candidatura do arco governista. E que eventuais conflitos sejam devidamente administrados.

Pode ser o caso de Minas Gerais, por exemplo, em que o partido não tem como abrir mão de ter candidatura própria. Evidentemente, o mais apropriado seria um acordo com o PMDB, o que é facilitado pelo bom relacionamento dos ministros Patrus e Hélio Costa, mas a hipótese de duas candidaturas não deve ser descartada.

O PMDB para 2010 deseja obter o sul inteiro (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), três estados do sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro), a hegemonia no centro-oeste (Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul), e parcela expressiva do norte (Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia e Roraima) e do nordeste (Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Piauí e Paraíba). Depois dizem que o PT é que é guloso.

Ainda o PT deverá apoiar candidaturas de outros aliados, como as do PSB em Pernambuco e Ceará, e do PR em Mato Grosso. Só resta ao PT disputar aquelas eleições que os oposicionistas serão mais fortes, a exemplo de São Paulo. E sem o apoio do PMDB. E talvez o PDT no Paraná, caso o PMDB decida apoiá-lo. Se o PT ceder tudo, só sobrará o pequeno Acre para o partido.

Não há dúvida da prioridade da eleição de Dilma para a continuidade do projeto lulista. Mas o partido também deve reforçar sua presença nos estados, além de construir uma estratégia para eleger grande bancada de deputados. Ademais, o PMDB em diversos estados será oposição à candidatura Dilma, como São Paulo e Pernambuco. Rio Grande do Sul é desses casos emblemáticos, mas o PMDB no Estado é PSDB desde criancinha. O Diretório Nacional do PT já tomou decisões que provocaram grandes estragos no passado. É bom tomar cuidado, sempre há espaço para trapalhadas nas alianças.
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O PT gaúcho e a polêmica da aliança com o PMDB

De Bruno Lima Rocha, publicado no Blog do Noblat
Depois de sofrer seguidas derrotas, chegou o momento do PT do Rio Grande do Sul amarrar um mínimo de unidade interna. E, se algo pode frear o processo de unificação em torno de um chefe político – Tarso Genro – é a política nacional para a candidata de Lula. O problema está na agenda de trabalho, no campo de alianças e nos discursos de legitimação que justificam quem subirá no palanque de quem em 2010. No caso do PT gaúcho, esta unidade impõe necessariamente um calendário pré-eleitoral estadual e um jogo de acompanhamento das lideranças sindicais do rincão. Assim, empurra os correligionários de Diógenes Oliveira para as marchas de rua, fazendo coro na luta contra a gestão de Yeda Crusius (PSDB) e seus aliados. É nesta confluência que se dá o choque de interesses.

O calendário dos petistas gaúchos se viu emparedado pela Direção Nacional e o tema saltou para a mídia. A polêmica visível foi entre Tarso e José Dirceu, sendo que o primeiro acusa um “atropelamento” da agenda estadual. O recurso discursivo de Tarso cala fundo na base dos petistas gaúchos. Ao acusar de intromissão do “centro do país”, o tema mobiliza corações e mentes, incluindo os cansados e desiludidos. Desse modo, pode-se recuperar um pouco da auto-estima perdida, e abrir caminho para uma aliança de tipo “mal menor”, como nas prefeituras de Canoas (com o PP) e de Santa Cruz (com o PTB).

O epicentro gaúcho é a tentativa de costurar um acórdão com o PMDB em escala nacional, incluindo o Rio Grande. Segundo José Dirceu, o PT deve tentar dialogar com o seu maior aliado em nível nacional (e grande rival nas eleições locais), “sem pré-condições e sem ilusões”. Isso por aqui ainda é difícil. Que o partido de Simon é uma federação de caciques e oligarquias estaduais todos sabemos. Também é de entendimento público que esta legenda não se comporta de maneira programática. E, como até as pedras da Rua da Praia sabem, o PMDB do RS governou ombro a ombro com FHC durante seus oito anos de Planalto, incluindo a gestão do deputado Eliseu Padilha como ministro dos Transportes. E, mesmo diante de todas essas evidências, o PMDB é o maior aliado de Lula no país, ocupando postos-chave e sendo decisivo na crise política de 2005. É hora do PT do presidente retribuir em todo o país, incluindo a Província de São Pedro. Eis a “revolta”.

Na verdade, trata-se de puro pragmatismo dos dois lados. Pela racionalidade da política eleitoral do estado, o PT do RS deve se afastar do PMDB. Ao mesmo tempo, para tentar permanecer no Planalto, o movimento deve ser o oposto. Esse é o jogo e não é nada ideológico.

Bruno Lima Rocha é cientista político (www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@via-rs.net)
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