E a magnética agradecida sempre canta



Foi mais um domingo de paixão e luta. O empate deu o título paulista ao Corinthians, time mais bem estruturado, equilibrado da defesa ao ataque, com auto-estima sob medida e um elenco bem servido de peças de reposição. Ao Santos restou a constatação de ter uma equipe brigadora e bem armada, que renasceu depois de um início de ano desanimador.

Como futebol também é política, Maquiavel esteve em campo com seu realismo e sagacidade. Os técnicos se destacaram como estrategistas, mas o centauro maquiavélico foi coletivo: força e tirocínio prá valer só puderam ser encontrados dentro das quatro linhas. E lá, meus amigos, quem age e faz com que as coisas aconteçam são os jogadores, verdadeiros heróis de todas as partidas. Eles são a espinha dorsal, a chave, o eixo de um conjunto magnético que se completa na torcida, na massa de milhões de pessoas que não medem esforços para apoiar o time, sofrem e vibram com ele, passando-lhe as referências fundamentais.

Já é hora de parar de inflar o ego e superestimar o papel dos técnicos. Dada a complexidade operacional adquirida pelo futebol, os técnicos são peças fundamentais, indispensáveis sob muitos aspectos. São os "professores", "comandantes" de jogadores muitas vezes frágeis diante da glória, imaturos frente aos desafios e tensões, depressivos ou maníacos conforme o momento, que necessitam de suportes existenciais, fontes de autoridade e disciplina, conselhos e apoios afetivos. Recebem isso em doses adequadas dos bons técnicos, com suas comissões bem aparelhadas. Sem elas, os jogadores rendem menos, naufragam nos momentos decisivos, pisam na bola, derrapam e mergulham em crises muitas vezes profundas. Há uma complementaridade forte aí.

Mas o espetáculo, o desfecho dos jogos, a tradução material das "leituras" que os técnicos fazem dos esquemas adversários – o sangue, o suor, as lágrimas, a determinação, a inteligência, o que mais se quiser – tudo isso é obra dos atletas, impulsionados e energizados pelos fiéis torcedores. Talvez, no fundo, seja obra da torcida, essa "magnética" que, agradecida, sempre canta. Jorge Benjor sacou tudo.

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Acordo entre Patrus e Hélio Costa unificaria a base do governo Lula em Minas Gerais

Os ministros Patrus Ananias e Hélio Costa dão passos em direção a um acordo que unificaria boa parte da base de sustentação do governo Lula no Estado. Além dos maiores partidos, PT e PMDB, o acordo contaria com o apoio do PC do B, de Jô Morais, e do vice-presidente José Alencar, do PRB. O ministro Patrus mostrou disposição de procurar outras legendas como o PDT, o PSB e o PV. Também não está descartada a participação do PTB e outras legendas. Dificilmente conseguirá reunir todas as legendas, principalmente porque algumas têm maior proximidade com o governo Aécio. Todavia, boa parcela da base do governo Lula poderá estar presente no mesmo palanque do Estado, o que reforça a candidatura para o governo estadual, assim como da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousself à presidência.

No PT, uma ala do partido continua a apostar no divisionismo como estratégia de obter a hegemonia dentro do partido. Os aliados do ex-prefeito Fernando Pimentel trabalham para afastar o PT do PMDB, do PC do B e do PRB, o que reforçaria a divisão da base do governo Lula em Minas. Tal estratégia pode até viabilizar a candidatura de Pimentel ao governo do Estado, mas representa elevado risco político na estratégia do partido em Minas, incluindo o sucesso da provável candidatura de Dilma dentro do Estado. Além disso, fortalece o campo adversário, do atual governador Aécio Neves. Apesar de não ter candidato forte ao governo do Estado, Aécio certamente se beneficiária de uma eventual divisão no campo lulista.

O PT em Minas precisa tomar juízo, deixando de ser mero instrumento de projetos pessoais. Sendo assim, é urgente a construção de uma candidatura unificadora, dotada de representatividade entre os mais diversos segmentos políticos do Estado. Isso é importante não só para ganhar as eleições, mas também para construir um processo de mudança que represente avanços no campo do desenvolvimento econômico, social e ambiental. É aproveitar os avanços de gestão do governo Aécio para seguir em frente ao novo olhar, com prioridade social e ambiental, mas ao mesmo tempo aproveitando as vocações de cada região do Estado para acelerar o desenvolvimento.
O post anterior traz uma reportagem do Estado de Minas sobre o possível acordo entre os ministros do governo Lula.

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Ministros costuram acordo para eleições em Minas

Pré-candidatos ao governo do estado, Patrus Ananias e Hélio Costa defendem unidade entre PT e PMDB, apostando também no entendimento nacional entre as duas legendas

Do Estado de Minas

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT), afinam o discurso da sucessão ao Palácio da Liberdade. Ambos potenciais pré-candidatos, encetam um namoro entre as legendas, estremecido nas eleições municipais do ano passado, quando PT e PSDB se aliaram em torno da aliança que elegeu o socialista Márcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte. Dos dois lados há acenos que apontam para conversas políticas que têm o aval do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, e do vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, além do PCdoB, da deputada federal Jô Moraes. 


“Temos mantido permanente contato”, disse Hélio Costa ao Estado de Minas, ao repercutir as declarações de Patrus Ananias em defesa da unidade entre as legendas no estado. Em Mariana, na Região Central do estado, onde discursou durante a romaria dos trabalhadores, movimentos sociais e da Igreja Católica para comemorar o Dia do Trabalho, Patrus afirmou: “Tenho uma excelente relação com o ministro. Fazemos parte do mesmo governo e estamos conversando sobre a perspectiva de construir uma unidade em Minas”. 

Hélio Costa prosseguiu a sequência de afagos: “Acho que tanto da parte do ministro Patrus quanto da minha, há posicionamento claro de que o PT e o PMDB têm construída uma relação. É preciso aprimorá-la com as campanhas majoritárias para o governo de Minas e para o Senado. Não temos a menor dificuldade de fazer qualquer tratativa com o ministro Patrus”. 

Hélio Costa disse ainda que antes de nomes, ele e Patrus vão discutir um projeto político em defesa dos interesses de Minas. “Estamos conversando sobre um projeto para o estado, sem preocupações pessoais”, afirmou Hélio Costa, sem detalhar os termos da composição. Mesmo considerando a política mineira, de certa forma, “independente” em relação aos acordos nacionais, Hélio Costa sugeriu que o acerto local entre as legendas poderá ser ajudado pela composição nacional. “O PMDB é um aliado confiável do governo Lula. Esperamos caminhar juntos. No plano nacional, diria que nunca esteve tão bem o relacionamento entre PT e PMDB e tão próxima uma aliança”, afirmou Hélio Costa. 

Assim como Hélio Costa, Patrus evitou detalhar as condições de uma aliança entre as duas legendas. Ele também não comentou como se articularia essa aproximação entre o PT e o PMDB com os interesses de Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, que também é pré-candidato ao governo de Minas e, inclusive, já percorre o estado em campanha. “Essa pergunta deve ser feita a ele”, desconversou Patrus. 

Ele afirmou ainda ter dado início à caminhada para a indicação de sua candidatura pelo PT e assinalou estar empenhado em unir no estado as forças que apoiam o presidente Lula. “Queremos essa união para que possamos fazer em Minas, sobretudo no campo social, o que estamos fazendo no governo Lula. Nesse sentido, o PMDB é um partido importante”, afirmou. Patrus pregou a responsabilidade do PT de apresentar um projeto alternativo de desenvolvimento econômico, social e ambiental para o estado, a partir das características de cada região mineira. 

A movimentação e as declarações dos dois ministros são acompanhadas com interesse pela bancada estadual peemedebista. O vice-líder, Vanderlei Miranda (PMDB), diz trabalhar pela dobradinha entre petistas e peemedebistas. “Nosso partido é a principal base de sustentação do governo Lula. Queremos os dois juntos no plano federal e aqui no estado”. Opinião semelhante manifesta o deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB): “Temos candidatura própria ao Palácio da Liberdade. Hélio Costa é nosso candidato. Mas a relação política com Patrus Ananias é excelente. Desejamos essa aproximação, a unidade com o PT de Patrus, o verdadeiro PT”, disse. 

"Tenho uma excelente relação com o ministro Hélio Costa. Fazemos parte do mesmo governo e estamos conversando sobre a perspectiva de construirmos uma unidade em Minas" 

Patrus Ananias (PT), ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome 

"Há um posicionamento claro de que o PT e o PMDB têm construída uma relação. Estamos conversando sobre um projeto para o estado, sem preocupações pessoais" 

Hélio Costa, ministro da Comunicações

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O espetáculo da gripe

Por Luiz Carlos Azenha, do Blog Vi o Mundo
Lá vamos nós, de novo, embarcar na montanha russa da mídia. Agora é a vez de você, caro telespectador, curtir todas as emoções da gripe seja-lá-como-decidiram-batizá-la.
Uma amiga, no México, me liga: e aí? Fique tranquila. Você não vai pegar gripe. Como assim? Respondo: quantos casos OFICIAIS existem no México? Algumas centenas? Ora, se a Cidade do México tem 22 milhões de habitantes a chance de você pegar a gripe E morrer é tão grande quanto a de acertar na Mega Sena. Oficialmente, ao que eu sei, são menos de 10 mortes no México, que é o epicentro da "epidemia".
Além disso, as chances de você se recuperar da gripe são grandes. É só comparar a relação casos confirmados/mortes no México ou fora dele.
Quantas mortes a malária causa anualmente? Um milhão. Isso mesmo: um milhão de pessoas morrem de malária, doença de pobre, todo ano. É por isso que minha amiga, ao circular na periferia da Cidade do México, descobriu que ninguém usa a máscara. O mexicano comum sabe que é mais provável que morra "atirado" ou atropelado do que de gripe.
Nos próximos dias, teremos todas as manchetes óbvias sobre os bebês, os anões e as mulheres grávidas que pereceram diante da "nova" enfermidade. Meu coração ficará com as vítimas e suas famílias. Nunca com os repórteres que vão fingir preocupação diante de hospitais e centros de pesquisa. Eles estarão a serviço do "espetáculo da gripe", assim como estiveram, não faz muito tempo, a serviço do sacrifício ritual da adolescente Eloá.
"Mas, Azenha, você não acredita na TV?". Costumo dizer que cobro um preço para fazer TV. Para assistir custa mais caro. Não suporto mais "indignação", "preocupação" e "emoção" ensaiadas, de estúdio, essa farsa repetitiva que ocupa o espaço entre dois comerciais.
Comentário do blogueiro: É incrível a capacidade de construção da tragédia humana que a mídia cotidianamente produz. O espetáculo não pode parar. Na época da gripe aviária, a Revista Isto É matou 50 milhoes de pessoas. Sorte que as mortes foram só virtuais, ou seja, fizeram parte do espetáculo. Os pobres mortais, consumidores do espetáculo midiático, não dão tanta importância para essa ausência de lucidez. Mas diverte-se com o espetáculo. O engraçado é ver jornalistas e políticos criticarem as ações do governo despreparado para a tragédia que se aproxima. É para rir mesmo, ou quem sabe chorar. Enquanto isso os governos, a mídia e a poderosa indústria farmacêutica não dão a mínima para acabar com aquelas doenças que matam milhões de pessoas pelo mundo. Menos pobres no mundo. É o dito mercado. Aquilo que não dá dinheiro não interessa a ninguém, nem aos governos que precisam de votos para elegerem.
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O Avanço de Patrus Ananias

Do Sítio do Novo Jornal
Por Geraldo Elísio, 29/04/2009
“Em política não se deve aproximar com tanta afoiteza para não parecer ofensa e nem se afastar com tanta pressa que possa parecer fuga”. – Antigo ditado mineiro atribuído aos ex-pessedistas.
Uma segura fonte petista assegurou a este repórter que todo o campo está sendo aplainado para que possa vir a ser viabilizada a candidatura de Patrus Ananias ao governo do Estado de Minas Gerais.
A mesma fonte, respeitada no meio partidário, acrescenta que o ministro das Comunicações poderá também aceitar ser vice, o que facilitará a vida de Patrus, criando uma situação delicada para o Palácio da Liberdade em termos de sucessão do governador Aécio Neves.
Esta fonte analisa que os recentes encontros entre Patrus e Hélio Costa “avançaram muito”, elogiando o desprendimento do ministro das Comunicações. Segundo ele, a imagem de Ananias desfruta de um “conceito raro em termos de honestidade, transparência e credibilidade política nos tempos modernos, com o foco voltado tanto para Belo Horizonte quanto para o interior do Estado. Em determinados setores da divisão territorial de Minas, a ajuda do ministro Hélio Costa será fundamental, consolidando a ampliação do leque”.
Outro que mereceu elogios foi o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Tal fonte garante que estão superados os episódios que envolveram a última eleição para prefeito de Belo Horizonte, tendo os fatos posteriores ao pleito contribuídos para a base do Partido dos Trabalhadores “despertar para a reorganização de seus princípios e união”.
Relativamente à figura de Patrus Ananias é relevado “o espírito calmo e cordato, porém sem perder a energia quando isto se torna necessário e a confiança que ele inspira, lastreada “numa experiência que resultou numa modificação histórica dos parâmetros de administração de Belo Horizonte. Eu diria, politicamente existem duas eras: antes e depois de Patrus. Com um detalhe importante: sem rotas de colisões com ninguém. Patrus tem um objetivo fixo de apresentar propostas de governo, não atacar eventuais adversários. E o povo tem demonstrado que é isto que ele quer. A população despreza querelas inúteis. “E busca saber de qual forma poderá se beneficiar ao escolher seus representantes”.
Quanto ao plano federal, ele diz que o nome de Dilma Rousseff “está posto em definitivo” e que é “muito ampla” a sintonia dela com Patrus Ananias, o que aumenta a expectativa de vantagem eleitoral petista tanto no ângulo nacional quanto estadual.
“Afinal, Minas é o segundo maior colégio eleitoral do País e, se o presidente Lula está sendo bem avaliado, por vias de consequência este é um forte apelo popular a que não temos o direito de colocar em risco. Em política não pode existir como verdade a máxima se eu quiser elejo um poste. Ninguém pode esquecer que tudo tem de ser tratado às claras e de maneira democrática com o povo”.
“Por isto não estamos preocupados com quem possa vir a ser o adversário. Estamos preocupados é com um moderno programa de governo. Preocupações adversárias são deles, não as nossas”.
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