All that jazz

Acredito que o amigo leitor já sabe que o blog Amigos do Presidente Lula descobriu uma estranha relação entre o jornalista Ricardo Noblat e o Senado Federal. Igualmente estranha foi a pronta resposta do jornalista, espalhada em toda a internet, onde afirma ter pago R$135.600 ao Senado nos últimos 9 anos, por seu amor ao jazz.

Como as respostas do Noblat deixaram algumas perguntas no ar, imagino que como contribuinte eu tenha o direito de fazê-las:

1) Noblat alegou em setembro que não poderia mais continuar arcando com os custos do programa, o que alega justificar seu contrato com o Senado. O mesmo foi dito para a Rádio Educadora da Bahia, propriedade do Estado da Bahia, onde o programa também vai ao ar? Eles se beneficiarão com o patrocínio público via Senado?

2) Noblat disse que o Senado alegou não ser possível fazer um contrato direto com a produtora do programa, mas não explicou o motivo. Na página do Senado, onde constam vários pagamentos, inclusive a Ricardo José Delgado (Noblat), há vários pagamentos a empresas prestadoras de serviço. Se feito assim, alguns encargos tributários seriam eliminados, como o INSS.

3) Como ficou o projeto de Noblat de montar esta rádio em seu próprio blog? É o que li em nota de 11-7-2004:

Aliás, depois foi feita uma seleção de 600 músicas em um link de seu blog, chamada de Estação Jazz e Tal, há referência do próprio Noblat sobre seus propósitos, em 31-5-2006:

Se é possível existir uma rádio tocando jazz nas 24 horas de todos os dias, para todo o Brasil, por que temos que pagar por uma rádio, restrita a Brasília e Salvador, com apenas uma hora de programação semanal?
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Maurício Tragtenberg





Fui aluno de Mauricio Tragtenberg (1929-1998) na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, início dos anos 1970. Ele ensinava ciência política, com um foco fortemente concentrado em Max Weber, com o qual costumava torpedear o mundo da política e das organizações. Weber e Trostsky freqüentavam em lugar de destaque seu panteão de grandes autores. Tragtenberg se interessava bastante pela questão da burocracia, que ele via, seguindo Weber mas pondo-se um passo à frente dele, como a grande jaula de ferro que aprisionava os indivíduos, bloqueava os projetos de emancipação e facilitava o cerceamento da ação política das classes sociais. Escreveu a respeito um livro fundamental, Burocracia e Ideologia, publicado em 1974 pela Editora Ática. Tive a oportunidade de resenhá-lo assim que saiu para o jornal Opinião, no primeiro artigo que escrevi para aquele histórico semanário.

Mais tarde, entre 1987 e 1989, convivi com ele na Editora Vozes, quando integramos a comissão editorial da coleção “Clássicos do Pensamento Político”, organizada e dirigida de fato por Octávio Ianni. As reuniões da comissão eram maravilhosas, repletas de digressões teóricas, humor e controvérsias.

Tragtenberg foi um fascinante exemplo de intelectual independente, weberiano de esquerda, trotskista a seu modo, socialista libertário, que unia uma enorme erudição a uma mordacidade implacável e a uma atitude de permanente desleixo e desprendimento pessoal. Terminava as aulas coberto de giz e de cinzas dos cigarros que não largava um minuto sequer. Anárquico em termos do controle da duração das aulas, era igualmente anárquico no quadro negro, que preenchia com garranchos e anotações incompreensíveis, enquanto falava, passando aos saltos e sem muita concatenação de Weber a Maquiavel, de Marx a Tocqueville, de Trotsky a Rosa Luxemburgo, de Popper às “civilizações hidráulicas” de Wittfogel. Era de uma enorme generosidade para com os estudantes. E odiava ser chamado de anarquista.

Mauricio Tragtenberg foi uma espécie de autodidata, embora tivesse concluído os estudos formais. Entrou tardiamente na universidade, cursou Ciências Sociais pela metade, depois História. Deu aulas no ensino fundamental, na PUC e na FGV de São Paulo, na Escola de Sociologia.

Colecionou admiradores ao longo da vida. Um deles é o professor Antonio Ozaí da Silva, da Universidade Estadual de Maringá e editor da revista eletrônica Espaço Acadêmico.

No final de 2008, Ozaí publicou o livro Maurício Tragtenberg: Militância e Pedagogia Libertária (Ijuí: Editora Unijuí, 2008, 344p.), no qual busca rememorar para as gerações atuais e futuras o pensamento e a prática de seu mestre. Ao discutir os vários momentos da trajetória pessoal, política e pedagógica de Maurício Tragtenberg, o livro lhe presta uma homenagem mais do que merecida e explora a hipótese de que sua militância intelectual e sua obra (que está a ser reeditada pela Editora Unesp) permanecem como uma referência para o pensamento crítico e a pedagogia. Vale a leitura.

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Domenica Italiana





Hoje pela manhã fui comprar vinagre no Vale dos Vinhedos, por um antigo caminho secundário. Um vinagre de vinho tinto de "matar o padre". Ao passar por um"bodegon" ouvi a seguinte frase, no dialeto Veneto é claro:

"Que dio ti guarde della fame, dello fredo, della guerra e de quel buz que ti mete in terra"
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Porto Alegre é demais...

Ao que parece a turminha do Prefeito Fogaça não consegue administrar convenientemente a capital. Dia 18/03 uma parada de ônibus da Avenida Goethe amanheceu com uma inusitada instalação, um galinheiro com galinhas, água e ração. ( O GLOBO). Um protesto pala má qualidade das paradas de ônibus, e isso se verifica por toda cidade.

Nem é preciso se desgastar muito para conseguir imagens sobre o assunto. Acima vemos duas paradas, a da esquerda em frente ao Colégio Conhecer, na Correa Lima e a segunda, na Zona Sul de Porto Alegre, na Av.Guaiba.

Para que imagina que Fogaça foi eleito pela “competência de seu primeiro mandato”, está redondamente enganado. A administração Fogaça é um desastre para a cidade, que desanda.

Esta é a boa notícia. A má notícia é que o Sen. Dedo Podre Simon, manifestou-se pela candidatura de José Fogaça ao Governo do Estado em 2010.

Se Porto Alegre é demais para Fogaça, imaginem só o estado inteiro do RS em suas mãos?

Depois dizem que o gaucho é politizado!

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PORTO ALEGRE É 10 - EXPOSIÇÃO DA CHICO LISBOA


A Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em comemoração aos 70 anos de atividades no campo cultural do Rio Grande do Sul deseja homenagear a cidade de Porto Alegre, no período de seu 237º aniversário e para isso apresenta a exposição "PORTO ALEGRE É 10".

O olhar e o sentimento de cada artista em relação a sua cidade ou a cidade que escolheu para viver, as liberdades de escolha das técnicas, dos procedimentos plásticos e das linguagens irão apresentar um conjunto diversificado, através das diferentes especificidades artísticas para esta realização. A pluralidade que estamos vivenciando na arte contemporânea vai tornar o conjunto de trabalhos instigantes e mostrar o resultado plástico da proposta de pensar a cidade.

O tema é a cidade de Porto Alegre que no dia 26 de março estará de aniversário. Cada artista apresentará um trabalho nas medidas 10 cm x 10 cm podendo ser bi ou tridimensional, com espessura no máximo de 5 cm. O suporte é livre podendo ser em tela, papel, madeira, argila, ferro, alumínio, acrílico, etc. nas técnicas de pintura, desenho, gravura, fotografia, imagem digital, escultura, cerâmica, etc. desde que seja respeitada a medida solicitada.

A exposição será realizada no Espaço Cultural da Chico Lisboa e terá o coquetel de abertura no dia 25 de março de 2009, às 19 horas. O encerramento da mostra será no dia 24 de abril de 2009. Todas as obras estarão à venda pelo preço único de R$ 50,00 cada uma. As obras serão retiradas no final da exposição.

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