A mídia não pode dizer agora que nada sabia. Seus arquivos registraram a prisão, como aqui no Estadão. Apenas agora olham para o outro lado.
E viva a mídia do povo!
Outra quase piada é o lançamento tardio no Brasil de “O homem que roubou Portugal”, do inglês Murray Teigh Bloom, originalmente de 1966. Conta a história verídica do português Artur Virgílio Alves dos Reis, um dos maiores falsários do mundo. Depois de falsificar diploma de engenheiro formado em Oxford, por escola politécnica inexistente, segue carreira de agressivo player capitalista, comprando e vendendo empresas com o dinheiro dos outros. Mas seu grande e definitivo golpe, onde ficou conhecido, e motivo de sua prisão, foi usar de cúmplices nas elites, documentos falsificados e muita lábia para encomendar a impressão de 200 mil notas de 500 escudos na Waterlow and Sons Limited, de Londres, a empresa impressora do dinheiro português. As cédulas, com a figura de Vasco da Gama, representavam 1% do PIB português, o que levou o país à lona.A notícia que não ganhará as primeiras páginas dos jornais. Uma pesquisa inédita do Centro de Políticas Sociais da FGV/RJ que será lançado na quarta-feira próxima mostra que a Classe C – a classe média emergente – continua em expansão. Em dezembro, a Classe C atingiu 53,8% do total de brasileiros das seis maiores regiões metropolitanas do país, contra 51,8% no final do ano passado.
Além disso, para continuar avançando, é urgente a redução dos spreads cobrados pelos bancos nos empréstimos. O Banco Central passou a divulgar em seu site os juros cobrados pelos bancos, o que estimula a concorrência. O governo Lula tem forçado o Banco do Brasil e a Caixa a baixar as taxas de juros, ou seja, os spreads. É uma ação que pretende forçar os bancos privados a reduzir também seus spreads. Mas são medidas ainda tímidas. Os bancos brasileiros precisam aprender a ganhar dinheiro elevando o volume de empréstimos, o que requer redução dos spreads, e não ficar especulando ou cobrando juros exorbitantes de parcela da população que acabam precisando recorrer aos bancos. A redução dos spreads eleva o volume de empréstimos, reduz a inadimplência e mantém a roda da economia girando. Todos no final saem ganhando. É uma mudança comportamental necessária para o nosso sistema bancário.
No Blog do Radialista Carlos Ferreira, foi publicado um artigo do jornalista Larte Braga sobre o novo corregedor da Câmara, o deputado Edmar Moreira (DEM-MG). A Câmara Federal deu um péssimo exemplo ao escolher esse cidadão para o cargo de Corregedor, responsável por cuidar de processos de quebra de decoro e de zelar pelos bons costumes naquela Casa. Com essa bola fora da Câmara, a vitória de Sarney e de Renan Calheiros no Senado saiu dos holofotes. Assim, Edmar Moreira serve para desviar o continuísmo velhaco no Senado Federal, mas também evidencia o pouco compromisso ético dos nossos deputados, pois foi eleito no voto (contra a indicação do próprio partido dele). Segue o artigo abaixo: