Hasta la vista, baby


I'll be back!
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And the winner is...

Encerrada a pesquisa para a escolha do nome do novo instrumento voador de Yeda. Em uma emocionante virada, Avia Crusis superou o favorito Aerolouca, vencendo a votação com 34% dos votos contra 30% do segundo colocado. Vassoura da Bruxa também fez bonito, mas, como o Rigotto e a Manuela, ficou apenas em terceiro lugar...

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O fetiche da mercadoria e o futuro do papel

Li hoje na internet que a Amazon.com cresceu 35,5% em 2008, inclusive com aumento de 6.7% no último trimestre em relação a 2007. Não sei o que os jornalões dirão amanhã, já que suas páginas estão dedicadas apenas a falar sobre as empresas que perdem e demitem, que a crise vai nos pegar, cuidado!. Achei intrigante. A notícia na Abril tem uma justificativa para o desempenho que surpreendeu analistas: o seu treco leitor, o Kindle, que permite baixar livros online por preços bem abaixo dos impressos, possível tecnologia que salvará as árvores de virarem bibliotecas no futuro. A trosobinha eletrônica, que guarda até 200 livros, está esgotada. A empresa promete nova versão para fevereiro, mas até onde sei, não foi esse o motivo principal dos números da Amazon. A Sony tem sua versão de leitor de e-book desde 2006, sem grande sucesso.

No Globo de hoje, quinta-feira, matéria de capa do Segundo Caderno conta o que é o Kindle e discute seu futuro. Entrevista Chintia Portugal, relações-públicas da Amazon, que é enfática ao dizer que as próximas gerações lerão apenas em formato digital. Já os leitores do Globo, nos comentários da matéria, estão divididos. Entre os entusiastas que já usam o trem e os céticos, que gostam do cheiro do papel e querem manter sua biblioteca em pesadas estantes, nem que compradas à metro.

Uma primeira reflexão é pensar que há muito a indústria pensa em produzir este tipo de artefato, mas sem conseguir montar um bom plano de negócios. Em 1981, há quase 30 anos, a Knight-Ridder, uma das corporações que monopolizam o mercado de mídia americano, pensou que tinha aí uma grande oportunidade. Nomeou Roger Fidler, jornalista, designer, autor de Mediamorphosis, como gestor de um enorme projeto que iria acabar, não com os livros, mas com os jornais. Seria um tablet, um leitor que seria alimentado por cartões comprados em bancas. Claro, não deu certo. Queriam um projeto proprietário, não rolou. Isso em época em que a internet estava no maternal, e ainda jogávamos Atari.

Como fica esse futuro, que aparentemente teima em chegar?

Meus palpites:

Do meu ponto de vista proleta esta tecnologia seria o melhor dos mundos. Eu não quero continuar abarrotando meu pequeno apartamento com um monte de livros. Há muito adoraria viver em um lugar onde a educação fosse levada à sério, com bibliotecas eficientes que me emprestassem o que desejo ler. Podendo ter acesso de forma digital ao que desejo, com confortável leitura, é tudo o que quero. Há infinitas obras que não podem ser impressas ou reimpressas por custos de demanda. Quantos novos autores não poderiam alcançar seu público? Quantas obras raras não poderiam ficar disponíveis? O custo de um livro implica papel, tiragem mínima. A obra digital gasta apenas em digitalização. Imaginem as maiores bibliotecas do mundo disponíveis. Imaginem os estados investindo no lugar de prédios para bibliotecas para guardar papel.

Temo que o capitalismo ainda levará um tempo para montar seu “business plan”, como dizem os mauricinhos que gostam do inglês para explicar o mundo. Terão que vencer os mesmos desafios que a indústria fonográfica. Enfrentarão a pirataria. Como?

Mas, fundamentalmente, o problema é que eles não querem nos dar o que desejamos, apenas o que estamos dispostos a pagar.

Acho que ainda vai demorar.

Em tempo: Já que estamos falando de mídia, no próximo dia 4 de fevereiro o 1º Juizado Especial Federal de São Gonçalo emitirá sentença contra Graça Rocha, da rádio comunitária Novo Ar, por infração ao artigo 70 da lei 4117/62: “Constitui crime punível com a pena de detenção de um a dois anos, aumentada da metade se houver dano a terceiro, a instalação ou utilização de telecomunicações, sem observância do disposto nesta Lei e nos regulamentos”.

A lei determina pesadas restrições para quem deseja usar de telecomunicações, não importa com quais objetivos. Infelizmente Graça não ganhou uma concessão de rádio, tal qual muitos empresários e bispos de igrejas ganharam por servirem aos interesses das elites que ocuparam o estado brasileiro. Estado que usou tal direito como mera mercadoria em troca de interesses.

Graça apenas quer ir ao ar em sua comunidade. E nós, do povo, que pagamos nossos impostos, que alimentamos o estado e sua justiça, queremos ouvi-la. A ela damos este direito.

Todo o nosso apoio a sua rádio!
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Racha na oposição: PSDB vai apoiar o petista Tião Viana (AC) e DEM ficará com Sarney

Poucas horas depois do DEM formalizar o apoio à Sarney (PMDB) na disputa pela presidência do Senado, houve uma reviravolta na bancada do PSDB, que passou a apoiar Tião Viana (PT). Uma reunião em Recife, na casa do senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, foi batido o martelo em favor do senador petista. Além de Guerra, participaram da reunião os senadores Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE). Segundo Virgílio, “fizemos a opção que consideramos melhor e mais adequada para o Legislativo”.
A decisão do PSDB tem respaldo na carta-compromisso do PSDB, que Tião Viana assinara. Na carta, Tião assume com os tucanos pontos como: (i) independência do Senado em relação ao governo; (ii) reformas internas no Senado Federal; e (iii) democracia no funcionamento da Casa, abrindo espaço para a minoria. Os 13 votos do PSDB fortalecem a candidatura de Viana, que mantém viva, apesar do favoritismo de Sarney.
A demora de Sarney e seus aliados em abrir espaço para os tucanos na disputa pelos principais cargos. A indefinição da candidatura Sarney quanto ao preenchimento de cargos na direção foi o pivô da mudança de posição do tucanato. Também pesou na decisão o fortalecimento do PMDB lulista e do DEM, um partido aliado que está acomodado na sua órbita.A decisão do PSDB representa um racha na oposição política do governo Lula. O DEM, fechado com Sarney, negociou a primeira secretaria do Senado para Heráclito Fortes (PI) e a poderosa Comissão de Constituição e Justiça para Demóstenes Torres (GO).
Os votos do PSDB deixam indefinida a eleição no Senado. Haverá certamente traições, principalmente no PMDB, que deixam ainda mais dúvidas no resultado final. Assim, a candidatura de Tião Viana ganha fôlego. Sarney perde os votos dos tucanos que poderão ser o fiel da balança nessa disputa. Até a eleição na segunda-feira, muita coisa ainda vai rolar nos bastidores.

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O risco Tião Vianna

Pesou na decisão do PSDB de dar seus 13 votos para José Sarney (AP), candidato do PMDB à presidência do Senado, o receio de que Tião Viana (AC), candidato do PT, de fato cumprisse a promessa que tem feito durante conversas sigilosas com alguns dos seus pares - a de promover uma radical reforma na estrutura do Senado e nos hábitos e costumes ali enraizados.

- Se Tião fosse eleito e conseguisse virar o Senado pelo avesso, o PT ganharia mais um forte aspirante à sucessão de Lula - admitiu ontem à noite um senador do PSDB em telefonema trocado com um senador do DEM. O outro aspirante é a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil da presidência da República.

Estava nos planos de Tião, por exemplo, uma auditoria rigorosa no uso pelos senadores da verba destinada a custear despesas dos seus gabinetes. É espantosa a quantidades de notas fiscais com indícios de que são "frias" apresentadas a cada fim de mês para justificar todo tipo de gasto.

As despesas de gabinete passariam a ser divulgadas via internet.

Sobrariam poucos dos atuais funcionários graduados do Senado que ocupam cargos administrativos importantes. Tião estava disposto a trabalhar com caras novas.

O Conselho de Ética do Senado seria revitalizado. Hoje ele não serve para nada.

E, finalmente, Tião tentaria atualizar o Regimento Interno do Senado, uma espécie de Constituição interna que regula todos os procedimentos ali dentro.

Parte do que Tião imaginava patrocinar será objeto do discurso que fará na próxima segunda-feira no plenário do Senado pouco antes do início da votação para a escolha do novo presidente.

Sarney já está debruçado sobre seu discurso de posse.

Comentário do blogueiro: Se Tião Vianna realmente tem projetos de reformar a estrutura, os hábitos e costumes do Senado Federal, sua candidatura ao Senado Federal representa de fato uma renovação necessária. Setores mais conservadores daquela Casa, o que inclui o próprio PSDB, não desejam alterar os velhos métodos (e que beneficiam a eles mesmos). Mais uma vez, tudo indica que Sarney será eleito, o Senado perde a oportunidade de perder parte da imagem desgastada possui com a opinião pública. Assim, Sarney ganha força não apenas porque tem aliados nos mais diversos partidos, mas também porque não representa ameaça para os interesses de muitos senadores.

Na Câmara Federal, por outro lado, a eleição continua indefinida. A entrada de Sarney na disputa e com ampla possibilidade de ser vitorioso, abriu uma brecha para que a candidatura de Aldo Rebelo (PC do B) leve a disputa para o segundo turno, num embate com Michel Temer (PMDB). Havendo segundo turno, a candidatura de Temer corre risco de amargar uma derrota, pois a tendência é que as traições cresçam. A candidatura de Sarney interessa ao Planalto e a setores conservadores do Senado. Já a candidatura de Temer interessa a pouca gente, quase só a ele mesmo. No PT, no Planalto, no bloquinho de esquerda (PSB, PRB, PC do B, e no PDT, claro), em setores do PMDB e em partidos de oposição, Aldo acumulou importante capital político. Que pode transformar em votos numa disputa de segundo turno. A conferir.
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