A crise da mídia (2)

Notícia desta segunda. O grupo Tribune, que controla os tradicionais Los Angeles Times, Chicago Tribune, The Baltimore Sun, Orlando Sentinel e mais um penca de jornais, além de um time de beisebol, o Chicago Cubs, pediu concordata. Provavelmente é o início da falência de um modelo, algo que também tem ou terá em breve reflexos no Brasil. Junto veio a informação de que o New York Times vai hipotecar sua nova e suntuosa sede.

Foi explosiva a combinação de empresas familiares sendo obrigadas a rápido processo de troca de gestão, pressionadas por radicais mudanças tecnológicas com a suicida perda de credibilidade depois de oito anos de era Bush, onde foram partícipes do pior da política. O resultado é este desprazer que sentem em vivenciar algo parecido com o gosto de derrota que a indústria fonográfica sentiu com o mundo digital. Novos leitores, e alguns tradicionais, preferem hoje as variadas notícias e seus comentários na internet. Perderam o hábito do jornal no café da manhã e desprezam as esvaziadas e comprometidas coberturas jornalísticas na TV. Acham melhor escolher o que ver no YouTube.

O capitalismo está sempre arquitetando saídas, uma cura. Mas não pára de inventar novos venenos.
Clique para ver...

Sintomas da guerra perdida

Vou confessar uma perversão: adoro ver os meus inimigos estrebucharem na derrota. É o que assisto quando Diogo Mairnardi dedica um podcast para tentar desqualificar blogueiros. Êta guerra gostosa. “Velhos jornalistas de terceira linha, com a carreira definitivamente acabada”, diz sobre eles. Ah, quanta alegria. A voz da senzala ofusca no Olimpo as belas-letras dos escolhidos de Mercúrio. Quem diria? A seção de cartas ganhou importância neste mundo novo, para desespero da terceira linha do jornalismo, que ainda resiste em suas arcaicas trincheiras.


Talvez não seja só isso. Perceba que apenas dominar a língua, essa velha arma das classes dominantes para se colocar em distância ao gentio, não garante todo o seu poder. É um repertório básico, pode ser conseguido com um bom curso fundamental. Nem precisa de mestrado, doutorado. Carlos Drummond de Andrade o fez, formando-se depois em farmácia para agradar aos pais. Depois ingressou no serviço público. Seria possivelmente hoje apenas mais um blogueiro para atormentá-lo. Ainda bem que existiu um Correio da Manhã e um Jornal do Brasil para divulgar aquela profusão de belas palavras, concatenadas para expressar uma incontida ligação com a vida, nosso povo, suas alegrias e angústias.

Algo onde vejo que a obra mainardiana nunca terá reconhecimento. O tempo é cruel com o conteúdo formado apenas por clichês preconceituosos. Se ao menos existisse aí uma bela forma...

Sinto, Mainardi, você perdeu. E estou brindando por esta alegria. É a guerra, entenda.
Clique para ver...

Chora Serra!

Clique para ver...

Crise, que crise?

Ok, ok. O Lula disse que estávamos blindados. Que seria uma marola a crise. A imprensa certamente conhece, e usa sem parcimônia uma das máximas - quantas há, aliás? - da economia que as profecias se auto-cumprem. Caligaris hoje fala de novo sobre a confiança que temos que ter na confiança alheia para que a "economia" funcione. Li artigos e mais artigos sobre como essa lógica funcionaria. Em Copacabana, isso seria chamado de maria vai com as outras.
Vamos aos fatos. Miriam Porcao et alli devem saber mais que eu sobre o tal funcionamento do mercado. Mas não. Tampouco sabem sobre lógica, mas conhecem muito bem como acionar o pânico para que esse se dissemine. Ela e outros vão, todos os dias, acreditando que a crise chegou, vai piorar e que qualquer ação anti crise que seja minimamente otimista deve ser evitada como o diabo foge da cruz. E cá estamos, com medo da crise que os banqueiros bonzinhos - oxímoro lido no Veríssimo de hoje - criaram, de fato exista.

Mas já que estamos tratando de crenças, eu prefiro crer que quem anda com fé vai, que a fé não costuma faiá :)

. ei, sei que o bicho tá pegando, mas precisamos repetir tal como mantra (sic)?
. esses caras estão ganhando com isso. Não precisa pensar muito pra sacar.
Clique para ver...

Grande Hélio Fernandes!

"A coletividade ganha mais com 10 mil exemplares de BRAVURA, do que com 282.182 exemplares de COVARDIA."


Na coluna de Hélio Fernandes, agora apenas na internet, comparando seu jornal fechado a Folha de S.Paulo, que, entre tantos sintomas de depravação, usou sua frota de carros para transportar presos políticos para serem torturados.
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...