Cala a boca, FHC!
Aplaudo e assino embaixo do comentário do Prof. Emir Sader postado no site da Agência Carta Maior - www.cartamaior.com.br -, em 23/11/2008. É de espantar a cara-de-pau do "falecido" Fernando Henrique Cardoso quando insiste em abrir a boca para criticar o atual governo ou para tentar lhe dar lições de como se deve governar o país. Cala a boca, FHC!
Quem disse: “ A globalização é o novo Renascimento da humanidade.”
Quem disse: “Quem acabou com a inflação, vai acabar com o desemprego.”
Quem disse: “Esqueçam o que eu escrevi.”
Quem disse: “Vou virar a página do getulismo.”
Quem disse, no último comício de Alckmin, no segundo turno, com a camisa fora da calça, desesperado: “Lula, você acabou, você morreu.”
Quem disse: “O Estado brasileiro gasta muito e gasta mal” e entregou o Estado com a dívida pública 11 vezes maior.
Quem disse: “Eu tenho um pé na cozinha” e depois de terminado o mandato, cinicamente acrescentou: “na cozinha francesa”.
Quem quebrou a economia brasileira três vezes e na última, em 1999, subiu a taxa de juros para 49%?
Quem reprimiu e tentou criminalizar os movimentos sociais?
Quem fez a Petrobras mudar de nome para Petrobrax, para tentar privatizá-la.Quem vendeu 1/3 das ações da Petrobras nas bolsas de valores de Nova York e de São Paulo? Quem quebrou o monopólio estatal do petróleo no Brasil?
Quem comprou votos de parlamentares para mudar a Constituição e conseguir um segundo mandato?
Quem aumentou como nunca o trabalho precário no Brasil?
Quem entregou o patrimônio público a preço de banana aos grandes capitais privados nacionais e internacionais, depois de sanear empresas públicas com dinheiro do BNDES e financiar essa transferência com juros subsidiados, no maior caso de corrupção da história brasileira.
Quem disse que os trabalhadores brasileiros são preguiçosos?
Quem disse que o Brasil tem vários milhões de pessoas “inimpregáveis”?
Quem sumiu o Brasil na longa recessão a partir de 1999, que só foi superada no governo Lula?
Quem quase liquidou o Mercosul com suas idéias de livre comércio e de prioridade de comércio com os países do norte?
Quem promoveu a mais ampla privatização da educação no Brasil?
Quem fracassou e teve seu governo largamente rejeitado quando seu candidato foi derrotado em 2002?
Quem não conseguiu nem que o candidato do seu partido defendesse seu governo nas eleições de 2006?
Quem é o político atualmente mais rejeitado pelo povo brasileiro, como tendo sido o presidente dos ricos?
Quem tinha o apoio de 18% dos brasileiros a esta altura do mandato, quando Lula tem 80% de apoio e 8% de rejeição.
Quem disse e fez tudo isso, FHC, deve calar a boca para sempre. O povo o rejeitou, o Brasil o rejeitou, democraticamente.
CALA A BOCA, FHC!
Os temores da Folha
Pobres leitores da Folha de S.Paulo. Ao lerem no jornal de hoje a reportagem de Eduardo Scolese e Simone Iglesias irão entender que um enorme grupo de representantes de movimentos sociais lotou o salão do Palácio do Planalto para lançar Dilma Rousseff a presidência. É apenas o que dizem, reproduzindo dois discursos. Em nenhum momento os leitores foram informados do motivo que levou àquela reunião. Seus leitores foram privados de saber que o movimento social compareceu a Brasília para falar sobre a crise. Há uma diferença muito grande para a mesma reportagem feita pelo Vermelho. O que teme a Folha para omitir tantas informações?
O discurso da presidente da UNE, Lucia Stumpf, que pediu o afastamento de Henrique Meirelles do Banco Central? Disse ela: “Nós precisamos mais de que nunca alterar a política macroeconômica ainda vigente no nosso país de juros altos, superávit primário e controle do fluxo de capitais. Eu diria que é necessário alterarmos a política implantada pelo Banco Central. Isso só será possível com a imediata demissão do presidente do BC, Henrique Meirelles”. E ainda mais: “Essa é a manifestação daqueles que vão pressionar pela transformação, porque nós afirmamos aqui nesse encontro que o povo não vai pagar o preço da crise. É preciso investir no futuro do Brasil. É preciso investir na sociedade”.
Ou o jornal estaria preocupado com o teor da carta assinada por 58 entidades e que foi lida por Marina dos Santos, representante do MST, que diz: “Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o governo federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro”. Seria este o ponto das preocupações da Folha, interesses de empresas e o lucro são sagrados, nem pensar em divulgar tamanha subversão?
Talvez o jornal tenha achado muita pretensão da senzala fazer análise econômica e pedir mudanças. Quanta ousadia da plebe! Nas 15 questões fundamentais do documento, sendo a principal o controle e a redução imediata das taxas de juros, defende que o governo utilize as riquezas oriundas da exploração dos recursos naturais para investimento em emprego, educação, terra e moradia. Imaginem quanto desperdício de recursos deixar de especular com o dinheiro para esbanjar com o gentio.
Discorrem nesta ambição: “O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha desgastada orientação do FMI, um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais na construção de transporte público e de moradias populares para a baixa renda”, dizem. E ainda dão pitacos em questões internacionais, pedem a retirada de forças estrangeiras do Haiti e a criação de um fundo internacional para a reconstrução daquele país.
Mas quem sabe o incômodo maior do vetusto diário foi o pedido de ação pela democratização dos meios de comunicação? Algo que não pode ser publicado de jeito algum. Imaginam que aí seria o fim. A informação correria solta, sem controle, onde reportagens seriam contestadas, mostrando o outro lado. Total barbárie. Onde esta sociedade iria parar?
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O discurso da presidente da UNE, Lucia Stumpf, que pediu o afastamento de Henrique Meirelles do Banco Central? Disse ela: “Nós precisamos mais de que nunca alterar a política macroeconômica ainda vigente no nosso país de juros altos, superávit primário e controle do fluxo de capitais. Eu diria que é necessário alterarmos a política implantada pelo Banco Central. Isso só será possível com a imediata demissão do presidente do BC, Henrique Meirelles”. E ainda mais: “Essa é a manifestação daqueles que vão pressionar pela transformação, porque nós afirmamos aqui nesse encontro que o povo não vai pagar o preço da crise. É preciso investir no futuro do Brasil. É preciso investir na sociedade”.
Ou o jornal estaria preocupado com o teor da carta assinada por 58 entidades e que foi lida por Marina dos Santos, representante do MST, que diz: “Queremos aproveitar essa oportunidade para manifestar nossas propostas concretas que o governo federal deve tomar para preservar, sobretudo, os interesses do povo, e não apenas das empresas e do lucro”. Seria este o ponto das preocupações da Folha, interesses de empresas e o lucro são sagrados, nem pensar em divulgar tamanha subversão?
Talvez o jornal tenha achado muita pretensão da senzala fazer análise econômica e pedir mudanças. Quanta ousadia da plebe! Nas 15 questões fundamentais do documento, sendo a principal o controle e a redução imediata das taxas de juros, defende que o governo utilize as riquezas oriundas da exploração dos recursos naturais para investimento em emprego, educação, terra e moradia. Imaginem quanto desperdício de recursos deixar de especular com o dinheiro para esbanjar com o gentio.
Discorrem nesta ambição: “O governo federal deve revisar a política de manutenção do superávit primário, que é uma velha desgastada orientação do FMI, um dos responsáveis pela crise econômica internacional. E devemos usar os recursos do superávit primário para fazer volumosos investimentos governamentais na construção de transporte público e de moradias populares para a baixa renda”, dizem. E ainda dão pitacos em questões internacionais, pedem a retirada de forças estrangeiras do Haiti e a criação de um fundo internacional para a reconstrução daquele país.
Mas quem sabe o incômodo maior do vetusto diário foi o pedido de ação pela democratização dos meios de comunicação? Algo que não pode ser publicado de jeito algum. Imaginam que aí seria o fim. A informação correria solta, sem controle, onde reportagens seriam contestadas, mostrando o outro lado. Total barbárie. Onde esta sociedade iria parar?
Nossa imprensa apoiaria um Mubarak na Venezuela?

A mídia brasileira mais uma vez esteve em campanha contra Hugo Chávez. Antes das eleições já vendiam a opinião de que o processo seria viciado e que o governo “ditatorial” usaria de truculência contra a oposição, pondo dúvidas sobre o futuro resultado. As eleições aconteceram, não houve protestos sobre a sua legitimidade e a mesma mídia passou a comemorar o resultado como prova do fim da revolução bolivariana.
Não foi bem assim, basta um olhar desapaixonado pelos números. Mas gostaria de lançar algumas perguntas para entendermos esta fixação que a imprensa tem com Chávez, que motiva o farto espaço dedicado a ele, sempre para desqualificá-lo.
Quanto espaço vem sendo dado em nossa mídia ao governo de Hosni Mubarak no Egito, que já dura 27 anos?
Quantos editoriais foram escritos para condenar as últimas eleições plebiscitárias, em 2007, quando menos de 5% dos egípcios referendaram as reformas constitucionais?
Quantas palavras os colunistas amestrados usaram para condenar a ditadura sanguinária do Egito, que se vale de eleições fraudulentas para legislar com leis emergenciais que permitem acabar violentamente com greves e divergências políticas, calar a imprensa, prender pessoas rotineiramente sem julgamento e torturar prisioneiros?
Quantos posts os nossos blogueiros de direita usaram para condenar a prisão de Abdel Kareem Nabil, estudante da Universidade Al-Azhar, que foi sentenciado por ter feito críticas em seu blog a Mubarak e aos muçulmanos conservadores?
Nada. Mubarak fica do outro lado do leque ideológico. Chegam até a analisar o Egito como força de equilíbrio no Oriente Médio. Isto porque dividiu o mundo árabe, fazendo a política dos EUA na região, apoiando a guerra contra o Iraque, as provocações ao Irã, ajudando Israel contra os palestinos.
Nossa mídia nem personalidade tem na cobertura de assuntos internacionais. É apenas uma caricatura tosca da CNN ao repetir o chororô pelo petróleo que não é mais patrimônio americano. Que homem mau é o Chávez, né?
Ps: querem entender mais sobre os crimes de Mubarak? Sugiro consultar o verbete sobre o Egito da Anistia Internacional. Ele é farto e está baseado em vários relatórios de seus representantes, que inclusive entrevistaram vítimas daquela ditadura e seus familiares.
Crise? Toma que o filho é teu!
Já está em curso a tentativa das classes dominantes de repartir o resultado da falência do projeto neoliberal com toda a população. A receita é simples: arrocho salarial, nova reforma da previdência, penalizando aposentadorias e pensões, redução de investimentos nos programas sociais e demissão de trabalhadores, principalmente no serviço público. É roteiro conhecido. Quando as coisas vão bem, privatizam os lucros. Quando vão mal, socializam os prejuízos. Assim mais uma vez será feito se os trabalhadores aceitarem pagar as dívidas que não fizeram. Mas já há sintomas de reação. No próximo dia 3 de dezembro, espera-se que mais de 15 mil trabalhadores de todo o país marchem na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para exigir que “os ricos paguem a crise do capitalismo”. É assim como convocam as principais centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, FS, NCST, UGT e CGTB), com o apoio de diversos movimentos sociais.
Não podemos cair no caô que a mídia tenta impor, com seus amestrados colunistas. A crise é de quem especula com o capital, que não produz, não investe. É modelo que apenas favorece o grande cassino mundial. O santo mercado, amplamente defendido pelos abonados especuladores, foi a pique. Não conheço proleta que tenha se locupletado com a especulação. Não faz o menor sentido que venham agora pedir ajuda. Sugiro a leitura de quatro posts do Blog do Miro. Altamiro Borges recupera textos já publicados, com fartas referências, para explicar o mecanismo do atual capitalismo. Leiam o Post 1, o Post 2, o Post 3 e o Post 4. E entendam o fundamental da economia, onde a Miriam Leitão não tem como explicar.
E para ajudar na agitação e propaganda, segue minha colaboração para as faixas. Tenho já muitas contas para pagar, essa tô fora!

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Não podemos cair no caô que a mídia tenta impor, com seus amestrados colunistas. A crise é de quem especula com o capital, que não produz, não investe. É modelo que apenas favorece o grande cassino mundial. O santo mercado, amplamente defendido pelos abonados especuladores, foi a pique. Não conheço proleta que tenha se locupletado com a especulação. Não faz o menor sentido que venham agora pedir ajuda. Sugiro a leitura de quatro posts do Blog do Miro. Altamiro Borges recupera textos já publicados, com fartas referências, para explicar o mecanismo do atual capitalismo. Leiam o Post 1, o Post 2, o Post 3 e o Post 4. E entendam o fundamental da economia, onde a Miriam Leitão não tem como explicar.
E para ajudar na agitação e propaganda, segue minha colaboração para as faixas. Tenho já muitas contas para pagar, essa tô fora!

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