As promessas de Cabral

Sérgio Cabral em 25/10/2006, discurso de campanha em frente a sede da Cedae:

“A única política que entrará na Cedae é a do governador e a de seus servidores.”

“Eu duvido que daqui a um ano, a Cedae já não seja tão ou mais eficiente do que a Sabesp, de São Paulo, do que as empresas de saneamento de Minas Gerais e Espírito Santo.”


“O meu único compromisso é com a população que depositou em mim o seu voto de confiança. Para esses quero fazer uma gestão de qualidade. Para isso meu governo vai prestigiar os trabalhadores do setor público, as carreiras daqueles que se dedicam, os trabalhadores da saúde, da educação, da segurança e do saneamento. Chega de terceirização, chega de descompromisso.”

Fonte: site de campanha de Sérgio Cabral


Mas, ontem, no Rio de Janeiro...

RIO - Acabou por volta das 18h a manifestação que servidores do Estado do Rio de Janeiro realizaram no Centro do Rio na tarde desta terça-feira. Cerca de 500 servidores participaram do protesto, de acordo com a Polícia Militar. Os funcionários do estado fazem uma paralisação unificada por 24 horas para protestar contra a falta de investimentos no serviço público e na valorização do funcionalismo. Os profissionais das áreas de saúde, educação e segurança pública reivindicam 66% das perdas salariais e pedem a não privatização dos hospitais públicos, através das fundações de direito privado.

Fonte: O Globo Online


O que dizem os servidores:

“O governador, quando tomou posse, foi em cada categoria, separadamente, prometendo a valorização do servidor público. Mas, depois disso, a negociação ficou difícil e nada avançou em nenhum setor.”
Beatriz Lugão, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe)

“O Ministério da Saúde está alertando para uma nova epidemia de dengue no Rio no verão, mas não há recursos para a prevenção. Em 2007, foram gastos 36 milhões com programas contra a dengue. Em 2008, estão previstos apenas 20 milhões.”
Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos


Post no blog Militar Legal:

O preço da blindagem de Cabral

Muitas pessoas me perguntam, por que a mídia protege tanto o governador Sérgio Cabral, escondendo as vaias que leva, greves como a da CEDAE, fugas em presídios e principalmente porque não é cobrado sobre o caos na segurança, na saúde e na educação.Talvez a resposta esteja no SIAFEM (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios).

Através do SIAFEM é possível saber quanto o governo do estado gastou no ano passado com publicidade.O orçamento previa R$ 20 milhões para “serviços de comunicação e divulgação” no ano de 2007. No entanto o governador tirou recursos de outras áreas e gastou R$ 86,6 milhões em publicidade.De onde se conclui, que Cabral fez uma opção. Em vez de usar o dinheiro para resolver problemas sérios nos hospitais, nas escolas, na segurança pública, preferiu não fazer nada e gastar em publicidade.

Por isso, as ORGANIZAÇÕES GLOBO tanto protegem Cabral. Só que a situação chegou ao descontrole e o caos é tão visível para a população, que não dá para esconder tudo o que acontece.



Conclusão:

Este governador, que prometeu e não cumpriu, deseja eleger o futuro prefeito do Rio de Janeiro. O candidato, que já havia passado por cinco partidos em uma curta carreira política, mudou mais uma vez, à pedido de Cabral, indo para o PMDB, mudando discurso e claramente colocando-se à serviço de algumas das forças mais atrasadas do estado, responsável por figuras deletérias como o deputado Jerominho, preso por organização de milícias, Álvaro Dias, também preso por corrupção, Jorge Picciani e Garotinho, estes por enquanto em liberdade.

Sérgio Cabral não é Garotinho? Então veja:

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Ah, o mercado...

“Fed vai injetar US$ 85 milhões na AIG em troca de 80% do capital da seguradora”

Notícia no Globo Online, em 16/9/2008


“O mercado regula”

Fernando Henrique Cardoso, em várias datas


“O governo moderno não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa”

Karl Marx, no Manifesto Comunista, em 1848
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Pesquisas

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E o céu desabou sobre mim...


Neste dia (quarta-feira, dia 10/09), quase não retorno de viagem. VIVO!
Em São Sebastião do Caí, desabou o céu e vi de tudo; até um eucalipto em pé
atravessando a BR 116.

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Como ajudar um candidato a prefeito

Os jornais cariocas deram hoje um bom destaque à notícia sobre a queda de homicídios no estado. Até a paulista Folha de S.Paulo seguiu a do Rio quase no mesmo tom. Mas faltou um dedo de reflexão a todos, o que seria o papel da imprensa se fosse realmente isenta.

Os dados foram divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, órgão do governo do estado. Governo que vem sendo acusado por várias entidades de direitos humanos por desenvolver uma das mais truculentas polícias da história do Rio de Janeiro, responsável em seu despreparo pelo recente assassinato de uma criança de 3 anos de idade, dentro do carro de sua mãe, entre vários outros crimes praticados contra a população, notadamente a mais pobre.

Nada é posto em dúvida pela mídia. Nem mesmo a própria interpretação da planilha divulgada, que mostra claramente outros dados preocupantes de crescimento da violência. Menos ainda há preocupação sobre uso do estado para eleger o próximo prefeito do Rio, em uma das campanhas mais caras de nossa história.

É a mesma mídia que não publicou que o deputado Jerominho, preso acusado de chefiar um grupo de milícias, era do mesmo partido do governador. Ou que as contas do governo andam péssimas, com dívidas se acumulando para com fornecedores, tendo a Cedae sido considerada inadimplente pelo CVM.

Para a mídia o interesse público está restrito aos R$ 100 milhões anuais que o governo Sergio Cabral gasta com publicidade. Para tal, vale qualquer propaganda ou silêncio.
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