Jô Moraes (PC do B) recebe novos apoios para sua candidatura em BH

A candidata Jô Moraes continua recebendo apoios de segmentos políticos descontentes com os rumos da eleição em Belo Horizonte. São políticos ligados ao PT, PMDB e PTB, que ingressam nas fileiras em prol de sua candidatura. Além dos descontentes, outros apoios espontâneos de figuras com história de vida na cidade surgem como reforço para sua campanha.

É preciso destacar o apoio dos familiares do ex-prefeito Célio de Castro que compareceram à inauguração de seu novo comitê de campanha para somar apoio à candidatura de Jô Moraes. Maria Heloísa, irmã do ex-prefeito, disse o seguinte: “Estamos com a Jô, pois ela sempre pautou sua vida pessoal e profissional pela ética, luta e compromisso popular que nosso irmão sempre defendeu”. A outra irmã de Célio de Castro, Maria da Conceição, afirmou que o voto da família é para Jô. "Ela representa o projeto do prefeito Célio de Castro e sempre pensou e divulgou para BH, o projeto do Lula, do Alencar, do Dulci e do Patrus", assinalou.
Outro apoio à sua candidatura veio durante a concentração de sua campanha na Praça Sete. A irmã do vice-presidente José de Alencar, a freira Célia Peres, de 71 anos, aproximou-se da candidata e apresentou-se: “Sou Célia Peres da Silva Freitas, irmã do vice-presidente da República José de Alencar”, e abraçou a candidata. Logo em seguida, discursou para o público: "Nunca gostei de política nem de políticos. Mas respeito o meu irmão demais, confio nele, sei que é um homem de bem, um homem honrado. Se ele apóia a Jô eu também apóio. Mas voto nela não só porque o meu irmão avaliza. Mas porque moro há 50 anos na periferia, no bairro Primeiro de Maio e conheço o trabalho dela".
A chamada “união mineira” de Aécio e Pimentel é sinal do predomínio do cacifismo político das duas lideranças. Porém, parece ter muito descontentes que apoiadores. Se incluirmos na lista de descontentes do PT, PMDB e PTB, os descontentes mudos do PSDB (Azeredo e João Leite), do PV, entre outros, é difícil advogar a tese de que em Minas os contrários se unem. Aécio e Pimentel denominam de “sectarismo” a existência de setores políticos que não apóiam a candidatura do laranja Márcio Lacerda (PSB). Tal posição é uma amostra da arrogância dessas lideranças, que querem colocar um cabresto no eleitor de Belo Horizonte. A democracia precisa triunfar sobre o cacifismo.
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Édipo x Yeda, duas tragédias...

Foto de Júlio Appel

Édipo está em cartaz no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, na Av. Ipiranga na diagonal com a sede do eixo-do-mal, o Grupo RBS. Esta versão da tragédia grega contada por Sófocles foi montada por Luciano Alabarse e tem na ante-sala fotos de bastidores de Júlio Apple.

Já no Piratini, segue em cartaz outra tragédia: A CASA DO ESPANTO, UMA NOVELA QUE NÃO TEM FIM, protagonizada por Yeda Crusius. Quanto mais fala, mais se enrola!

A tarefa do advogado, que segundo suas declarações seriam simples pois a documentação já existia, tornou-se pior do que os Doze Trabalhos de Hércules, pois nunca termina.

Mas se resta alguma dúvida, é porque há fragilidade de provas. Outro aspecto que deve ser ressaltado é que em um fato inédito desses, todas as vinculações, conclusões e seus efeitos, devem seguir um ordenamento técnico e legal.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, parece seguir um caminho meticuloso e imagino o movimento das “forças ocultas” no sentido do direcionamento de suas convicções! Tenho fé nos jovens procuradores e juízes, já que os velhos estão dando um mau exemplo! Aí está Daniel Dantas que um intermediário disse estar mais preocupado com os tribunais de primeira e segunda instâncias do que no STF, que estaria tudo dominado!!

Já o Tribunal de Contas do Estado, vejo como um depósito de políticos em fim de carreira. Uma das causas de problemas nestes órgãos de controle é a indicação política de cargos!

Vejamos qual será o próximo capítulo...
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A Casa do Espanto, capítulo 1000, parte T.


As explicações da Governadora e seu advogado foram tão convincentes, mas tãoooooooooooooo convincentes, que o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, pediu a ampliação das investigações sobre a compra da casa.

Isto que o advogado de Yeda, Paulo Olimpio Gomes de Souza, disse que rapidamente a papelada ia iriam ser apresentadas pois já haviam sido entregues ao TRE, por ocasião do processo eleitoral.

Se há algo de podre há no reino da Dinamarca, não sei; mas com a casa do espanto, não resta a menor dúvida! Comenta-se que, hoje, Yeda sentiuse mal...Yeda está mal na foto!

Pergunta que não quer calar: - onde anda a capacidade do TRE e do Tribunal de Contas, que deveriam ter avaliado sériamente estas informações?

Leia mais em:
RSURGENTE e Diário Gauche.
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Os Estados Unidos na geopolítica mundial depois do conflito na Geórgia

Do Blog O Biscoito Fino e a Massa, de Ildelber Avelar
Convenhamos que é meio humilhante começar a atirar e 48 horas depois implorar de joelhos por um cessar-fogo. Há algo de comovente em ver uma nação dar-se conta de que durante muito tempo acreditou num conto da carochinha. Segundo os relatos que chegam, o estado de espírito na República da Geórgia pode se resumir com uma pergunta atônita: onde estão os americanos que disseram que nos protegeriam, que eram nossos amigos? Os georgianos descobriram, na base da porrada, o que os latino-americanos minimamente informados já sabem há mais de um século: o que os EUA querem dizer quando alardeiam seu compromisso com a “liberdade e a democracia”.

As analogias históricas não funcionam muito bem para se compreender o conflito desta semana porque a Geórgia é – ou era, até a semana passada – um dos poucos lugares da galáxia onde o presidente americano goza de popularidade real. Como se sabe, a estrada que leva ao aeroporto de Tbilisi foi batizada com o tenebroso nome de George W. Bush. Ao longo dos últimos 16 anos em que predominou uma paz tensa na Ossétia do Sul e na Abkházia, e muito especialmente desde a eleição de Mikhail Saakashvili em 2004, a Geórgia tem sido a menina dos olhos do entrismo da OTAN.
Em abril deste ano, Bush defendeu abertamente a entrada da Geórgia no Tratado, sob os olhares estupefatos dos europeus, que sabiam muito bem a provocação que isso representaria para a Rússia. Logo em seguida, 1.000 marines foram enviados à base militar de Vaziani, na fronteira com a Ossétia do Sul, para treinamento do exército georgiano. Desde a visita de Bush ao país em 2005, os EUA apresentam a Geórgia como modelo de democracia, não se importando muito com as incontáveis denúncias de violações dos direitos humanos. Tudo indica que Saakashvili imaginou que contaria com algo mais que declarações verbais americanas no momento em que iniciasse a aventura militar na Ossétia do Sul (região onde, diga-se de passagem, fala-se língua da família irânica, sem relação com o georgiano, que é língua do grupo sul-caucasiano). Para piorar sua situação, as tropas russas são detestadas na Geórgia, mas são populares na Ossétia. Resumindo: a Geórgia imaginou que tinha entrado no clube.
Não é de se estranhar que a imprensa não tenha dito muito sobre as centenas de milhões de dólares em armas, treinamento, equipamento eletrônico, aviação e morteiros fornecidos por Israel para a Geórgia nos últimos anos. Por volta de 100 agentes israelenses participaram da preparação da invasão georgiana à Ossétia do Sul. O contato aqui foi via Davit Kezerashvili, ministro da defesa georgiano, ex-residente de Israel. Outro ministro, Temur Yakobashvili, deu entrevista a uma rádio israelense no dia 11 de agosto, afirmando que um pequeno grupo de soldados georgianos foi capaz de dizimar uma divisão militar russa inteira, graças ao treinamento israelense. Tampouco é de se estranhar que depois da surra levada pela Geórgia, Israel tenha subestimado o seu papel no processo.

Mas o que salta aos olhos neste conflito é a completa desmoralização da liderança americana. Há tempos não se via os EUA espernearem tanto com tanta impotência. O vice-presidente Dick Cheney falou em não deixar a agressão russa sem resposta e os russos solenemente ignoraram. O candidato republicano John McCain, cujo principal conselheiro foi lobista do governo georgiano durante anos, batucou seus queridos tambores de guerra sem que os russos dessem o menor sinal de preocupação. O New York Times relatou que duas altas autoridades americanas chegaram ao ponto de afirmar que os EUA estão aprendendo a hora de ficarem calados. Enquanto isso, McCain declarava que no século XXI, as nações não invadem outras nações, talvez imaginando que as invasões americanas no Afeganistão e no Iraque aconteceram no século XVIII.

Se o cálculo da direita americana foi se aproveitar do episódio para reforçar um belicismo que costuma lhe render dividendos eleitorais, há bons motivos para se imaginar que o tiro pode ter saído pela culatra. Não há indicadores claros de que a atual viagem de Condoleeza Rice à região, à reboque do presidente francês Sarkozy, possa reverter esse quadro significativamente. O que é certo é que o presidente Mikhail Saakashvili – que num discurso no sábado passado chegou a evocar McCain, um candidato a uma eleição num país estrangeiro – já pode falar sobre tiros pela culatra com a autoridade de um doutor honoris causa.
(Artigo publicado também na Agência Carta Maior)

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É hora de rever a Lei da Anistia

O debate trazido pelos ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannucci (Direitos Humanos) ganhou distorções assombrosas na interpretação da mídia convencional. O ministro Tarso apenas pontuou que (1) o crime de tortura está em desacordo com a ordem jurídica da própria ditadura; e (2) a Lei de Anistia tratou de anistiar crimes políticos, o que não é o caso de crime contra a humanidade como a tortura. Ademais, conforme o ministro, nenhum dispositivo da Lei de Anistia tem o condão de perdoar crimes de tortura, não havendo sequer qualquer menção aos crimes praticados por torturados. Assim, está certo o ministro da Justiça quando defende a punição na esfera do Judiciário de crimes de tortura que são imprescritíveis. Varrer para baixo do tapete os podres dos porões da ditadura não é a melhor maneira de enfrentar as feridas que foram causadas pelo regime de exceção.

É um debate que não causa prazer em participar. Mas o Pedro Dória em seu blog colocou um post que clareia algumas questões.
Levantado há quase duas semanas pelo ministro da Justiça Tarso Genro, esse não é um debate novo no Brasil. Também não é um debate no qual dê muita vontade de entrar. Na semana passada, passei duas horas conversando com a professora Flávia Piovesan da PUC-SP, uma das maiores autoridades no país em Direito internacional, com ênfase em direitos humanos. A conversa foi publicada, hoje, no caderno Aliás do Estadão. Quando estiver online, publico o link.
Tive uma aula.
A questão fundamental, aqui, é tortura. O Chile também anistiou seus ditadores. Como fez a Argentina e tantos outros de nossos vizinhos. E todos reviram a anistia. O Brasil é único na recusa de sequer discutir o assunto. Por que nosso vizinhos reviram a anistia?
Porque tortura não é um crime anistiável.
Quando o Estado, detentor do monopólio do uso da força, tortura sistematicamente pessoas que estão sob sua guarda, comete um crime contra a humanidade classificado junto ao genocídio, à limpeza étnica, à esterilização forçada de mulheres. Não é matéria de opinião. A classificação é jurídica. E crimes contra a humanidade têm uma característica muito específica: nenhum país tem o poder legal de perdoá-los.
O Brasil é signatário da Convenção Interamericana de Direitos Humanos e da Convenção Contra a Tortura da ONU. O resultado prático é que quando qualquer um é torturado no porão de uma delegacia brasileira, seja hoje, seja no tempo da Ditadura, qualquer juiz de qualquer país signatário das convenções pode processar este cidadão brasileiro. Na verdade, se tiver as provas (mesmo que testemunhais) nas mãos, tem a obrigação de processar. Quando um crime contra a humanidade é praticado, todos somos vítimas. É por isto que 13 militares brasileiros são réus em um processo movido em Roma.
Processos assim começarão a aparecer, lá fora e aqui dentro. Há três processos na Justiça brasileira neste momento.
Um é movido pela família Teles, e pede que o Estado reconheça a culpa por torturas às mais bárbaras cometidas contra Amelinha Telles, sua irmã (que estava grávida), e os maridos respectivos. Algumas das sessões de tortura aconteceram na frente dos filhos crianças. Não pede a condenação do coronel Brilhante Ustra, que chefiava o DOI-CODI de São Paulo, mas pede que ele seja apontado como responsável em tribunal.
Outro caso, o mais recente, é do Ministério Público Federal de São Paulo, que lista os casos de vítimas de tortura indenizados pelo governo brasileiro no mesmo DOI-CODI de São Paulo e pede ao coronel Ustra e seu sucessor no comando da instituição que façam o ressarcimento dos cofres públicos pelo prejuízo causado.
Ambos os processos tentam driblar a leitura corrente da Lei de Anistia, jamais testada no Supremo Tribunal Federal, de que a anistia serviu também para a tortura. Não pedem a condenação pelos crimes. A lei diz que estão perdoados os crimes políticos e aqueles ‘conexos’, ou seja, relacionados. Do ponto de vista legal, tortura não é crime político; é crime contra a humanidade.
O terceiro processo quer responsabilizar o Estado brasileiro por não ter investigado o que houve com os guerrilheiros no Araguaia. Este não circula apenas na Justiça do Brasil, ele também foi aceito e está sendo analisado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à OEA.
E aí está o pulo do gato: a decisão de se a anistia vale para a tortura não depende apenas do que dizem Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros. Após o STF, existe a Comissão e, acima dela, como última instância, a Corte Interamericana de Direitos Humanos. A Lei de Anistia do Peru foi anulada por esta corte.
Do ponto de vista legal, o governo do Brasil pode receber a ordem da Corte Interamericana de anular sua anistia e ignorá-la. Chile, Argentina, Peru, todos nossos vizinhos, têm histórico de acatar as decisões da Corte. Se não o fizer, neste tempo em que até a atrasada África começa a entregar seus ditadores para a Justiça internacional, o Brasil fica mal.
O torturador, cumpre lembrar, não é apenas aquele sargento sádico e desumano nos porões. O torturador segue uma cadeia de comando, que ativa ou passivamente, permitiu a tortura. A Justiça deve chegar aos generais que comprovadamente estavam informados e nada fizeram para evitar.
À direita, cobra-se apenas que seja coerente. Nos EUA, um de seus direitos mais caros é a Segunda Emenda à Constituição. Ela determina que todo homem tem o direito de ter uma arma em casa e resistir à tirania do Estado. Se o Golpe de 1964 veio com o objetivo de organizar o Brasil caótico de João Goulart, não importa. Se havia risco ou não de um Golpe comunista, também é irrelevante. A tirania que existiu foi aquela imposta pelas Forças Armadas Brasileiras que renegaram a Constituição, quebraram a hierarquia pondo-se contra seu comandante em chefe, o presidente eleito da República, suspenderam direitos de todos os cidadãos e seqüestraram o poder por 21 anos.
Qualquer cidadão tinha o direito de pegar em armas se o quisesse para resistir à tirania. Este, sim, é um crime anistiável. Em países como os EUA, sequer é crime. É direito constitucional.
Os torturadores do Brasil enfrentarão a Justiça cedo ou tarde. A única dúvida é se haverá tempo para que a Justiça seja feita com alguns deles vivos.
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