Nabuco na USP





Como parte dos preparativos para a comemoração dos 100 anos de sua morte, ocorrida em 1910, Joaquim Nabuco tem sido objeto de crescente interesse intelectual. Dentro e fora do Brasil. Depois de ter sido homenageado com um belo seminário pela Universidade Yale, em abril do presente ano, agora é a vez da Universidade de São Paulo (USP) abrigar um grupo de estudiosos para analisar sua obra, sua biografia e seu pensamento.

Idealizado e coordenado pela professora Angela Alonso, da USP, e pelo professor K.David Jackson, de Yale, o seminário ocorrerá nos dias 28 (tarde) e 29 (manhã e tarde) de agosto, na Cidade Universitária, em São Paulo.

A organização é conjunta, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da FFLCH-USP e do Departamento de Português e Espanhol de Yale.

Eis a programação detalhada:

Seminário Nabuco e a República

28 e 29 de agosto de 2008



Prédio de Ciências Sociais, Sala 8

Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária - São Paulo




28/08

14:00 - Cerimônia de Abertura

Angela Alonso (Departamento de Sociologia- USP/Cebrap)

K. David Jackson (Departamento de Português e Espanhol/ Universidade Yale)



14:15 - 1a. sessão – O ensaísta

Coordenação: Leopoldo Waizbort (Depto. de Sociologia- USP)

Expositores:

Ricardo Benzaquen (Departamento de Antropologia - Iuperj)

K. David Jackson (Departamento de Português e Espanhol/ Universidade Yale)

Marco Aurélio Nogueira (Departamento de Ciência Política - UNESP)

Comentador: Antonio Dimas (Departamento de Teoria Literária - USP)



18:00 – Exibição de imagens do documentário “Joaquim Nabuco”, de Higor Assis, e lançamento de publicações



29/08

9:30 - 2a. sessão – O historiador

Coordenação: Maria Arminda Arruda (Depto. de Sociologia - USP)

Expositores:

Ricardo Salles (Departamento de Ciências Humanas - UERJ)

José Almino de Alencar (Fundação Casa de Rui Barbosa)

Angela Alonso (Departamento de Sociologia- USP/Cebrap)

Comentadora: Maria Alice Rezende de Carvalho (PUCRJ)



14:30 – 3.a sessão – O diplomata

Coordenação: Brasílio Sallum Jr. (Depto. de Sociologia- USP)

Expositores:

Rubens Ricupero (Faculdade de Economia - FAAP)

Paulo Pereira (Pontifícia Universidade Católica - PUCSP)

Comentadora: Íris Kantor (Departamento de História - USP)



16:30 h – 4.a sessão: O Arquivo Joaquim Nabuco

Coordenação: Antonio Sergio Guimarães (Depto. de Sociologia- USP)

Expositores:

Albertina Malta (Cehibra, Diretoria de Documentação- Fundaj)

Humberto França (Fundação Joaquim Nabuco- Fundaj)

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O patético Coronel Mendes!


A recente investida do Coronel Mendes relacionada ao episódio da placa comemorativa do Brigadiano Valdeci de Abreu Lopes, é mais uma lamentável provocação.

O Cabo Valdeci foi morto em um confronto com o MST no centro de PORTO ALEGRE, em 8 de agosto de 1990.

Alguém deve contar ao aloprado coronel de que existe já um monumento próximo ao ginásio da Brigada Militar, junto aos Corpo De Bombeiros na Av. Silva Só esquina Av.Ipiranga. O coronel presta um desserviço ao fazer como um animal que mija pelos cantos para marcar território.

"...além dos inimigos externos os desvios de conduta dos próprios integrantes do grupo social deveriam ser coibidos." Coronel Mendes - agosto de 2008

Se o Coronel Mendes levar ao pé da letra seu discurso, tenho dúvidas quanto sua capacidade em escrevê-lo, deverá encostar um camburão na porta principal do Palácio Piratini, e levar todo mundo em cana!

Se o coronel quisesse realmente prestar alguma homenagem ao Cabo Valdeci deveria ter maior empenho na melhoria das condições de trabalho dos brigadianos, como melhoria salarial, atualização dos equipamentos de proteção, investimento na mobilidade das equipes de repressão ao crime, aumento de efetivo da Brigada Militar, moradia digna aos comandados e acima de tudo caro coronel, TREINAMENTO. Pois os inimigos que devem ser combatidos, são os inimigos do ESTADO e não deste governo!

Tenho dúvidas quanto à permanência da placa no local!


Leia mais no RS Urgente, Diário Gauche, Ponto de Vista e La Vieja Bruja.
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RESPOSTA AO ANÔNIMO



Disse ele:

“Aquela área está abandonada a mais de 10 anos. Todo dia passo ali e olho aquela desgraça. Qual é o problema de fazerem umas obras alí. Você acha que a prefeitura tem grana para arrumarem aquilo ali. Se um consórcio imobiliário não construir alí, quem vai construir. Costrução civil é dinheiro no bolso do operariado. Vocês devem morar em na Bela Vista. Parece que vocês estão contra só porque saiu na Zero Hora.”

Meu bruxo:

Em primeiro lugar, houve um leilão e alguém venceu. Comprou sabendo do plano diretor da cidade de Porto Alegre. Sabendo que aquela área deveria ser destinada à atividades de interesse cultural da cidade de Porto Alegre.

O que estão tentando fazer, com as assinaturas dos vereadores que repetirei seus nomes abaixo, é justamente privatizar justamente aquela área, pois ela será privatizada.

Já pensaste no custo ambiental daquele empreendimento? Qual o custo em infra-estrutura que a Prefeitura deverá executar para que aquilo tudo tenha viabilidade? Ou seja, para barbarizar um pouco, quanta merda aquelas residências e prédios comerciais vão jogar nos esgotos? Eles terão suporte para isso? A trafegabilidade no local será o caminho do inferno!

A lógica das pessoas por aqui é fazer um tipo de negócio, e “comprar” a mudança de regras e leis para satisfazer o retorno financeiro de seu investimento. Mas não à custa de alterações do PDDUA(Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre).

Aí, meu bruxo, eu te pergunto? Mas que merda de convencimento e cheio de certeza$ que o$ vereadore$ listado$ aqui: Alceu Brasinha, Elói Guimarães, Dr. Goulart, Maria Luiza, Almerindo Filho, Maurício Dziedricki e Nilo Santos (PTB), Bernardino Vendrúsculo e Haroldo de Souza (ambos do PMDB), Valdir Caetano (PR), Elias Vidal (PPS), Ervino Besson e Nereu D’Avila (PDT), João Carlos Nedel (PP), Luiz Braz (PSDB) e Maristela Meneghetti e José Ismael Heinen (Dem) tiveram? Eu $ei!

Por que aquele espaço não foi destinado ao teatro da OSPA, uma reconhecida entidade com relevantes serviços culturais já prestados à cidade? Sabes? Sabe$$$$$?

Depois do escândalo da Máfia do Detran, descoberto pela operação Rodin da Polícia Federal e de suas ligações com o Palácio Piratini, não adianta suas excelências dizerem que são honestas, elas tem que parecer honestas.

Sobre a imprensa local, parece que os programas de Rádio e TV, estão sendo abastecidos por verbas de convencimento aos trouxas. Quanto a Zero Hora, do Grupo RBS, é o que tem melhor tecnologia de convencimento aos imbecis locais. Todos declamam o mesmo texto.

Em tempo:

-duvido que a escala apresentada no projeto seja honesta, e que não esteja subvalorizando a altura dos prédios;
-este é um ano eleitoral;
-o grupo que irá construir é o BM PAR: quem são seus participantes?
-muito semelhante a esta empulhação da alteração do PDDUA, ocorreu com o "Camelódromo". A Prefeitura Fogaça - Eliseu Santos resolveu permitir que o vencedor pudesse contruir um estacionamento sobre as lojas, mas isso não tinha sido contado para ninguém.

Meu bruxo: essa gente gente muiiiiii amiga, pode enganar todo o mundo; não a mim!

Quanto a ti, ou foste enganado ou tens interesse no negócio!
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A BLINDAGEM DA BRUXA!

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PT não é página virada de folhetim

Maria Inês Nassif, do Valor Econômico

O PT não pode simplesmente desconhecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e partir para uma carreira solo em 2010, lançando um candidato a presidente que não tenha o referendo e o apoio do atual chefe-de-governo - essa é uma opinião dominante. Não está claro, todavia, se o presidente Lula tem, sozinho, o condão de levar um candidato à sua sucessão à revelia de seu partido.

O PT não é o partido dos sonhos de Lula, mas sequer está claro se Lula é o presidente dos sonhos do PT. É verdade que Lula terá um enorme poder de transferência nas eleições de 2010, quando terá terminado seu segundo mandato e estará se preparando para voltar a São Bernardo do Campo. Lula teve 60,3% dos votos válidos no segundo turno das eleições de 2006. Segundo pesquisa do Instituto Vox Populi feito para a Fundação Perseu Abramo, cujos dados foram coletadas nos últimos dias de maio, Lula nadaria em águas plácidas se pudesse disputar um terceiro mandato. Se isso fosse possível, 43% dos entrevistados votariam nele. Se for considerado como índice de aprovação de seu governo a soma de avaliações positivas e regulares, Lula está no meio do segundo mandato deitado em 93% de aprovação. Tem 59% de avaliações positivas na média do país, que pode chegar a 71% quando se aproxima do Nordeste. Amarga, na média, apenas 7% de avaliações negativas, que chegam no máximo a 11%, quando o eleitor é da Região Norte.

O PT, todavia, não é uma página virada, descartada do folhetim de Lula. O partido que amargou um enorme desgaste no escândalo do mensalão, em 2005, não apenas voltou a patamares anteriores à crise política, como superou-os. Perto dos outros partidos, o PT continua sendo o mais reconhecido pelo eleitor, para o bem ou para o mal - o que significa que tem visibilidade. É a legenda a quem o entrevistado atribui qualidades políticas e conteúdo ideológico. A primeira façanha do PT foi a de manter-se no primeiro lugar das preferências partidárias. Num universo de eleitores onde mais da metade não se identifica com um partido (54%), um quarto (25%) prefere o PT. O PMDB vem em segundo, com 7%; o PSDB tem 6%; e o DEM, 2%. Em março de 2004, o PT tinha 19%; em julho de 2006, depois do mensalão e antes da reeleição de Lula, baixou para 17%. Seu índice de rejeição, que era de 8% em 2004 e subiu para 12% em 2006, foi reduzido para 8% este ano. O DEM, por exemplo, tem 4% de rejeição, mais do que os 2% que ostenta das preferências dos eleitores. No caso do PSDB, os dois índices, de preferência e de rejeição, quase empatam - 6% e 5%, respectivamente. Os eleitores também atribuem alguma coerência ideológica ao partido de Lula - 23% consideram que o PT é de esquerda; 5% acham que é de centro; e 12%, de direita. O PSDB, por exemplo, tem um maior grau de dispersão nas avaliações: 10% o consideram de esquerda; 8%, de centro; e 18%, de direita. Essa informação pode ser completada pelo cruzamento de preferência partidária e da posição ideológica declarada pelo entrevistado. Dos que se declararam favoráveis ao PT, 42% se disseram de esquerda.
Não é claro se Lula pode desprezar seu partido. A pesquisa mostra que Lula e PT possuem pesos específicos, mas igualmente se confundem. Os resultados do cruzamento das variáveis avaliação do desempenho de Lula e favoritismo do PT levantam a dúvida: quem deve mais a quem, o PT a Lula ou Lula ao PT? Segundo a pesquisa, 79% dos que declararam preferir o PT fizeram uma avaliação positiva do governo Lula; Lula era o favorito de 48% dos indiferentes ao PT e de 23% daqueles que eram desfavoráveis ao partido. Se, nessa hipótese, se considera que o PT transferiu automaticamente seus votos para Lula, o inverso também é verdadeiro: dos eleitores tradicionais do presidente (assim considerados aqueles que votaram duas vezes ou mais nele), 62% são favoráveis ao PT; dos eleitores eventuais (que votaram em Lula uma vez), 37% são favoráveis ao seu partido. Quanto mais fiel ao PT, mais fiel o eleitor será a Lula, e vice-versa.

É certo que, numericamente, Lula atrai de forma mais declarada eleitores que o seu partido. Mas parece claro que existe uma convergência natural do eleitor de ambos - o PT avança nas regiões onde o "lulismo" é maior e Lula capta naturalmente os votos petistas. A identificação Lula/PT é um dado - por mais que se considere que o líder seja maior que a sua casa, o dado colocado é que o PT, apesar de todos os tremores, ainda é o partido mais orgânico do país, e a identificação entre a legenda e o presidente é parte dessa expressão orgânica. Todo o desgaste sofrido com o mensalão; as defecções de grupos mais à esquerda, que teoricamente eram a mão contrária à burocracia partidária que se dilatou; a adesão e a incorporação de candidatos com maior poder econômico inclusive com domínio sobre a máquina - todos esses movimentos que vêm questionando o partido há anos, mesmo antes da primeira eleição de Lula, não conseguiram destitui-lo como representante de determinados setores sociais. O eleitor ainda vê o partido assim - e é a visão do eleitor que lhe dá organicidade. O PT continua desempenhando esse papel com alguma densidade. É com essa realidade que tanto a máquina partidária, que desideologiza o partido, como Lula, têm que lidar para articular 2010. Daí se deduz que os candidatos a presidente que correm por fora da preferência de Lula dificilmente terão sucesso - mas isso só será verdade para aqueles que, sem a simpatia do presidente da República, não sensibilizarem também a maioria do partido. Essas duas coisas não são necessariamente iguais - até o momento, a candidata preferida de Lula, a ministra Dilma Rousseff, não tem a preferência do partido; o ministro Tarso Genro não é o preferido de Lula, mas é minoritário no partido não por causa disso, mas porque simplesmente não tem força política para se contrapor ao Campo Majoritário; e Marta Suplicy pode ter a maioria do partido, embora não seja a preferida de Lula. No PT, nunca nada foi simples que se possa resumir, como nos partidos tradicionais, que o candidato do presidente é o candidato do partido. Apesar dos pesares, continua não sendo assim.
(Artigo publicado originalmente no Valor Econômico, em 07/08/2008)
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