E depois o safado é o Feijó? Escute, leia e conclua!


Parte 1

Busatto – Que possibilidade existiria de nós construirmos uma alternativa de entendimento (...) porque tem tanta coisa pendente, porque tem um passivo que não resolve nunca mais (...) te pergunto: para evitar uma ruptura definitiva.... se houvesse essa possibilidade, que condições tu exigirias para isso?

Feijó – Não tem condição nenhuma. Só quero, como vice-governador, poder participar das decisões do governo, não quero cargo, não quero secretaria (...) Quero entender: por que encobrir o Detran, se sabia que antes de eu entrar na política havia esse esquema do Detran, todo mundo sabia, era público. Por que não querer mudar? Desde 2003, sei que existe uma quadrilha no Banrisul.

Busatto – Por que quando do segundo turno (...) com Rigotto, conviveu com essas duas situações casualmente?

Feijó – Quem era eu? Era um empresário médio do RS, presidente da Federasul. Vou bater de frente com o governador do Estado? (...) Que respaldo eu tinha? Nenhum. Hoje, me sinto responsável pelo governo que está aí. Fui eleito junto com a governadora. Sugeri: olha, antes de nomear o presidente do banco, gostaria de apresentar... ela não quis ouvir, ela não tinha interesse nisso, então cada um que faça as suas interpretações, porque ela não tinha interesse em mexer no Detran.

Busatto – (...) Tenho bastante convicção nisso. A governadora (ininteligível) eu acho que... eu sinto muito isso em Porto Alegre. Um pequeno partido, se ganha uma eleição dessas, precisa governar com maioria para poder viabilizar seu governo (...) acaba tendo que fazer concessões importantes... os partidos aliados, os partidos grandes do Estado.

Feijó – Eu não tenho dúvida disso.Busatto – Tanto o Banrisul quanto o Detran.Feijó – São os maiores, fora o PT.

Busatto – Tu concordas que são PMDB e PP, né?

Feijó – Claro.Busatto – Então não podemos deixar eles fora. Não tenho dúvida de que o Detran é grande fonte de financiamento.

Feijó – Do PP?

Busatto – Isso não é verdade? E o Banrisul, nos últimos quatro anos, com certeza. Feijó – Então é melhor deixar assim?

Busatto – E outra coisa: o custo que teria ter que romper com o Zé Otávio (...)

Feijó – Pra mim, tá claro. Ela rompeu comigo e se abraçou no Simon na época, quando pediu para que eu renunciasse.

Busatto – É. Quero dizer o seguinte: é difícil (inint.) ser só maldade dela esse jogo.

Feijó – Busatto, eu tô num mundo que não é meu, e não me acostumo com isso.

Busatto – Tu, essencialmente está certo. Te digo assim: (...) não quero nem entrar no mérito dela (...) eu sei que tem desculpa, embora a lógica da política, ela é cruel (...) eu não sei se ela não mudará (...) tão cedo (...) Ministério Público (...) não sei se é uma boa saída, aliás eu não sei se tem como sair... (ininteligível) eu acho assim, Paulo, não é posição só da Yeda (...) todos os governadores só chegaram aí com fonte de financiamento ou do Detran, do Daer, quantos anos o Daer sustentou....
Parte 2


Feijó – Não sei.

Busatto – Na época das obras (...) fortunas, depois foi o Banrisul...

Feijó – Na CEEE.

Busatto – Na CEEE, se tu vais ver...

Feijó – É onde rendia (...) é onde os grandes partidos estão (...) não quero saber (...) é onde tem as possibilidades de financiamento, pode ter certeza de que tem interesses bem poderosos aí, controlando...

Busatto – É uma coisa mais profunda que está em jogo...

Feijó – Tá na hora de começar a mudar, hein,

Busatto? Qual é a tua proposição?Busatto - Não tem nada concreto (...) tu tens razões para isso (...) se pudéssemos encontrar um modus vivendi que nos permitisse tu não romper com tuas convicções (...) pra tua consciência (...) qual é o custo disso? (...) Acho que eu estaria disposto a contar (...) sei que a governadora é muito complicada, mas, se não for assim (...) agüenta esse sofrimento, se tu não vai abrir mão das tuas convicções (ininteligível) (...) ela vai pagar um preço alto por isso, talvez mais que ela merecesse, se tu for ver (...) Rigotto, Olívio, Britto, cada um tem o seu jeito de financiar as coisas.

Feijó – Mas eu tô aberto, tá Busatto, aguardo uma sinalização.


Busatto – Vou pensar com muito carinho.... Obrigado pela tua ajuda.

Feijó – Eu tô sempre aberto.
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Pergunta que não quer calar...




Por que será que a TV ASSEMBLÉIA não transmitiu a seção onde ouvida a gravação de como a direita rouba o processo eleitoral do RS? Será por que o PMDB foi citado e o Presidente é o Dep. Alceu Moreira do PMDB? Ou por que não querem concorrer com a RBS?

Aliás, o Presidente da Assembléia faz de conta que nem tem CPI...
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José Otávio Germano X Vaz Neto. Fala Liderança...



Estas gravações devem ficar na história política do RS. A liberação do material pela juiza, foi providencial.

O curioso é que se as gravações não tivessem sido liberadas, os 40 ladrões continuariam negando as falcatruas descaradamente.
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Para pensar



“A tendência predominante de nossa sociedade mostra a vingança histórica do espaço, estruturando a temporalidade em lógicas diferentes e até contraditórias de acordo com a dinâmica espacial. O espaço de fluxos dissolve o tempo desordenando a seqüência dos eventos e tornando-os simultâneos, dessa forma instalando a sociedade na efemeridade eterna. O espaço de lugares múltiplos, espalhados, fragmentados e desconectados exibe temporalidades diversas, desde o domínio mais primitivo dos ritmos naturais até a estrita tirania do tempo cronológico. Funções e indivíduos selecionados transcendem o tempo, ao passo que atividades depreciadas e pessoas subordinadas suportam a vida enquanto o tempo passa. Embora a lógica emergente da nova estrutura social vise à contínua suplantação do tempo como uma seqüência ordenada de eventos, a maioria da sociedade em um sistema global interdependente permanece à margem do novo universo. A intemporalidade navega em um oceano cercado por praias ligas ao tempo, de onde ainda se podem ouvir os lamentos de criaturas a ele acorrentadas”. [Manuel Castells, A sociedade em rede, p. 490].



“Graças a sua flexibilidade e expansividade recentemente adquiridas, o tempo moderno se tornou, antes e acima de tudo, a arma na conquista do espaço. Na moderna luta entre tempo e espaço, o espaço era o lado sólido e impassível, pesado e inerte, capaz apenas de uma guerra defensiva, de trincheiras – um obstáculo aos avanços do tempo. O tempo era o lado dinâmico e ativo na batalha, o lado sempre na ofensiva: a força invasora, conquistadora e colonizadora. A velocidade do movimento e o acesso a meios mais rápidos de mobilidade chegaram nos tempos modernos à posição de principal ferramenta do poder e da dominação. (...) [Nas condições sociais da modernidade líquida] o poder pode se mover com a velocidade do sinal eletrônico – e assim o tempo requerido para o movimento de seus ingredientes essenciais se reduziu à instantaneidade. Em termos práticos, o poder se tornou verdadeiramente extraterritorial, não mais limitado, nem mesmo desacelerado, pela resistência do espaço (...). O que quer que a história da modernidade seja no estágio presente, ela é também, e talvez acima de tudo, pós-panóptica. O que importava no Panóptico era que os encarregados ‘estivessem lá’, próximos, na torre de controle. O que importa, nas relações de poder pós-panópticas é que as pessoas que operam as alavancas do poder de que depende o destino dos parceiros menos voláteis na relação podem fugir do alcance a qualquer momento – para a pura inacessibilidade”. (Bauman, Modernidade líquida, p. 16-18).

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Entra no ar a TV INCITATUS!

Da série: nós sabemos como vocês ganham as eleições, capítulo 10!

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