Fumacê e anauê

Não me surpreendi com a proibição da chamada “marcha da maconha” no Rio. Minha aposta era a de que o estado, as classes que o sustentam, não permitiriam uma ação de propaganda que pode ajudar a acabar com a enorme hipocrisia sobre esta droga. Da mesma forma que nunca permitiram a legalização do jogo do bicho, o negócio mudaria de mãos. O atual, clandestino, é mais organizado e poderoso, pagando altos impostos, mesmo que “não contabilizados” pelo poder público.

Drogas é um assunto onde há muito mais em jogo do que mera discussão sobre gostar ou não de tal ou qual produto. Elas são das mais valorizadas commodities do mercadão, com enormes tubarões no negócio. Esqueça o vapor da esquina, a boca da favela, estas são apenas algumas das pontas do empreendimento. Sugiro pesquisar, se for interesse entender, as mudanças no estado colombiano nas últimas décadas. Ou o caso Irã-Contras, onde o governo dos EUA foi apanhado traficando. Aqui já falamos e demos alguns links.

Surpresa, mesmo, foi ver na orla carioca, na passeata contra a outra, uma bandeira integralista. Ao menos assim fica mais fácil entender de que lado nós estamos.
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E, quem diria, a terceira via é aqui

Ótimo o Paulo Henrique Amorim na leitura do londrino Independent. Ao contrário do PIG e das loas internacionais ao Blair, é Lula que dizem ser a terceira via. Não acredito nesta tal alameda, mas estou na geral rindo às escâncaras.
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Eto'o é o cacete!

Obina é melhor que o Eto'o, o reitor, qualquer doutor, o Arpoador, o imperador, até mesmo o Nabucodonosor...
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Show de Sueli Costa em São Paulo

Sueli Costa é antes de tudo uma artista, uma compositora. Umas das grandes da MPB. Parceira de músicos e letristas excepcionais (Abel Silva, Tite de Lemos, Cacaso, Aldir Blanc, Ana Terra, Paulo César Pinheiro, Vitor Martins, João Medeiros Filho, Luiz Sergio Henriques), suas composições foram interpretadas por muitos. Como se não bastasse, Sueli é cantora e instrumentista. Quando canta e toca, transfere emoção rara às suas melodias.

Nascida do Rio de Janeiro e criada em Juiz de Fora (MG), Sueli começou a tocar e a compor nos anos 1960, em sintonia com a bossa nova. Participou dos festivais daqueles anos, musicou filmes e peças de teatros e explodiu no começo da década de 1970, quando "Encouraçado" ficou em 3º lugar no V Festival Internacional da Canção (TV Globo). Logo depois, as canções "Aldebarã", "Assombrações" e "Sombra amiga" foram incluídas por Maria Bethânia no repertório do show Rosa dos ventos. No ano seguinte, Elis Regina gravou "Vinte anos blues" no LP Ela. Daí em diante, foram dezenas de pérolas e 5 LPs pela EMI-Odeon: Sueli Costa (1975), Sueli Costa (1977), Vida de artista (1978), Louça fina (1980) e Íntimo (1984).

Depois, Sueli deu um tempo dos estúdios, mas continuou pensando, lendo, escrevendo, buscando traduzir a alma de seu tempo, compondo. Como podemos ler no Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira (http://www.dicionariompb.com.br/default.asp), tornou-se uma referência para diversos artistas, que gravaram e continuam a gravar suas canções (Nara Leão, Simone, Fátima Guedes, Ney Matogrosso, Joanna, Fagner, Fafá de Belém, Ithamara Koorax, além de Elis e Bethânia).

Em 2000, Sueli lançou o CD independente Minha arte. No final de 2007, com o já antológico CD Amor blue (também independente), deu um banho de sensibilidade, vigor e delicadeza, apresentando 12 músicas inéditas em arranjos caprichadíssimos, feitos por ela mesma..

Como que para comemorar os 40 anos de carreira, resolveu então pegar a estrada e fazer alguns shows. Estará em São Paulo no próximo dia 9 de maio, às 21 horas, no Teatro SESC Santana, Av. Luis Dumont Vilares, 579 – Tel 11-2971-8700.

Quem puder ir não deve perder. Quem não puder, arrume um jeito de comprar o CD. Como se diz por aí, é imperdível.

Sueli também tem um site: http://www.suelicosta.com.br/, que a apresenta por inteiro e vale algumas visitas.

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Blogs, paixão e parcialidade

Bastou o povo se manifestar na internet e já começaram as farpas, as desqualificações, os narizes empinados. Criticam o passionalismo dos blogs, a falta de credibilidade nas informações. Pasmem, dito até pela mídia tradicional, logo ela que responde pelos mais evidentes crimes praticados em seu ofício de desinformar, com paixão e ódio, desde William Randolph Hearst.

Chega! Pouco estou ligando. Que me condenem pela paixão. Que digam uma coisa, ou duas. Eu tenho quatro coisas a dizer. Vejam no vídeo.




Não paro de falar sobre isso desde ontem. E domingo vamos mais ainda dizer para provar que o Rio não vive uma realidade em preto e branco.
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