Nossos geniais escrevinhadores

Confesso um enorme prazer quando me deparo com a “genialidade” de alguns analistas que a mídia nos impõe. Fábio Giambiagi é nome do último que me deleita. Nem sabia que tal gênio existisse por aqui, mas um comentário do Luiz Nassif iluminou minha ignorância sobre a existência deste economista, que é lido pelas nossas elites liberais, que o levam à sério, pasmem! Entendam:

"
Creio, honestamente, que a maioria dos brasileiros não deseja viver em um país comunista, onde todos tenham a mesma remuneração. A idéia de que o Brasil é um país capitalista, onde alguma desigualdade é natural, por expressar diferenças que de fato existem entre os atributos individuais, é, se eu não estiver errado nas minhas percepções, claramente majoritária no país. Ao mesmo tempo, não há dúvidas de que a desigualdade excessiva é vista como negativa pela grande maioria da população, que preferiria viver em um país menos desigual. Que tal, então, pensar no sistema de aposentadoria como uma esfera em que, no "terceiro tempo" das nossas vidas, iremos viver em um Brasil mais igualitário, onde a distância entre quem ganha mais e quem ganha menos continuará existindo, mas será limitada a um múltiplo razoável?
"

Matutei um tempo para analisar o que seria melhor, se os argumentos ou a conclusão, mas certamente pensar em justiça social quando no “terceiro tempo” todos estarão na mesma eme é coisa para poucos iluminados.
Clique para ver...

Liberdade e asilo para Cesare Battisti



Desde o dia 18 de março de 2007 está preso no Brasil Cesare Battisti, ex-militante do grupo de esquerda italiano Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), resultado de uma operação da Polícia Federal junto com a Interpol, seguindo pedido de extradição do governo italiano, que o acusa de vários crimes na Itália, nos anos 70.

As acusações italianas contêm várias inconsistências. Parte delas estão baseadas apenas no depoimento de um ex-militante arrependido, que o acusa de assassinatos diretos ou por seu mando.

Vários intelectuais, como o filósofo francês Bernard Henry-Lévy, intercederam pedindo sua liberdade. É tarefa de todo cidadão de esquerda ou democrata estar consciente do caso para pedir ao governo brasileiro que faça pressão junto ao STF pela liberdade e asilo político de Battisti.

O Brasil assinou uma lei de anistia política em 1979, com perdão e esquecimento, mesmo que em 1981 tenha acontecido o atentado do Riocentro, onde setores do Exército estiveram claramente envolvidos no crime e até hoje nunca tenham sido punidos. O mesmo princípio deve ser usado neste caso, onde está claro que os fatos que o envolvem estão relacionados a um momento histórico de grande acirramento. Nossa constituição impede a extradição por motivos políticos. Motivo jurídico que impediu a extradição dos também italianos Luciano Pessina, em 1996 e Pietro Mancini, em 2005, os dois presos no Rio.

É tarefa apoiar o Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti:

http://cesare.revolt.org

Aqui, para votar no abaixo assinado de solidariedade a Cesare Battisti.

PS: E o Salvatore Cacciola que o governo italiano não quis extraditar para o Brasil?
Clique para ver...

Os motivos da briga

Vale a pena acompanhar a disputa pelo comando da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara. Ontem, Arlindo Chinaglia e o líder do PSDB, José Aníbal, quase saíram no tapa. Os jornais cobriram, relataram cada palavra, os argumentos de cada lado, que falavam sobre proporcionalidade, antigos acordos, como o da vaga ser do PSDB pelo conchavo da eleição de Chinaglia, dito por Anibal, e coisas do tipo.

Só não publicaram um detalhe, pequeno, que esclareceria melhor os leitores sobre o assunto: este ano vencem as concessões da TV Globo, Bandeirantes, Record e SBT. Este é o motivo da acirrada disputa. O cargo ali vale ouro em ano eleitoral.
Clique para ver...

DEM e PSDB tentam barrar no STF o programa TERRITÓRIOS DA CIDADANIA

A oposição política brasileira está completamente perdida. Até em ano eleitoral ela não fica ao lado dos pobres. E, assim, conquistar mais uns votinhos. O programa Territórios da Cidadania lançado pelo governo busca reduzir a pobreza. Os beneficiados são justamente aquelas regiões ou municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Daí que os presidentes do DEM, Rodrigo Maia, e do PSDB, Sérgio Guerra, vão entrar no STF para barrar o programa. A oposição é contra sob o argumento de que estamos em ano de eleições, portanto, o programa é eleitoreiro.

O argumento é fraquinho, principalmente num país com eleições a cada dois anos. Obviamente que o governo não pode ficar parado por causa de sua oposição política. Ela que arrume uma coisa melhor para fazer. Pode fiscalizar o programa, apontar contradições, sugerir melhorias. Agora, ficar contra o programa já é demais. A não ser que queiram assumir publicamente que são contra políticas para os pobres. Aliás, a imprensa perdeu a oportunidade de estampar uma boa capa: “Oposição vai ao Supremo contra programa que prevê R$ 11,3 para combater a pobreza”. A sugestão não é minha, é do Blog do Mello.

Rodrigo Maia, presidente do DEM, em reportagem da Folha, questiona o fato do programa ser coordenado por um ministério do PT: “mais uma vez o (governo do) PT concentra os programas sociais em um ministério que pertence ao partido [Desenvolvimento Agrário], por que não está em outro ministério?”

Questionamento sem pé nem cabeça. O programa Territórios da Cidadania foi criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parcerias com outros 15 ministérios, não por outro ministério comandado por outro partido da base aliada. Portanto, seria natural que a coordenação do programa ficasse com o MDA. E também o programa tem foco na melhoria de condições de vida nas comunidades rurais, indígenas, quilombos, etc. Mais uma vez, está na alçada do MDA. Quer dizer que agora o DEM (que não ganhou a eleição) quer definir as políticas e os ministérios que irão implantá-las? Ridículo.

Pelo visto, DEM e PSDB revoltam-se contra qualquer política direcionada para os pobres. E ainda tentam levar à classe média para sua onda. Parecem que detestam a idéia de “inclusão social”. Preferem políticas públicas excludentes. Realmente, é uma total falta de rumo da oposição política.
Depois reclamam dos índices de popularidade do presidente Lula. A oposição deveria parar de trabalhar contra os pobres, principalmente em ano eleitoral. Se o PSDB não se cuidar, pode acabar virando o DEMOS (ou será que é DEM). Aliás, este último, se continuar assim pode acabar entrando para o mesmo grupo dos “animais de extinção”. Só que, nesse caso, a maioria da população não vai estar nem aí. Nenhuma saudade. É isso mesmo.
Clique para ver...

Do Blog do Desemprego Zero: Polícia Federal flagra deputados de Alagoas exigindo “dinheiro roubado”

“Eu quero meu dinheiro. E não venha com desconto de INSS, não, porque isso é dinheiro roubado”, diz o ex-deputado. “É melhor você me dar do que sair tudo [todo mundo] algemado dessa porra.”

SÍLVIA FREIRE
Da Agência Folha, em Maceió

Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça mostram deputados e ex-deputados estaduais de Alagoas cobrando o recebimento de parcelas de um suposto esquema criminoso que desviou cerca de R$ 280 milhões da Assembléia Legislativa e da União e durou de 2001 até o ano passado.

As gravações, feitas em março e abril de 2007, fazem parte do inquérito da PF que resultou na Operação Taturana, de dezembro do ano passado, na qual 41 pessoas foram presas e dez deputados estaduais alagoanos –entre eles o presidente da Assembléia, Antônio Albuquerque (DEM), apontado como líder do esquema foram indiciados sob suspeita de desvio de dinheiro público.

Em uma das gravações obtidas pela Folha, o ex-deputado Gilberto Gonçalves (PMN) liga para o então diretor de recursos humanos da Assembléia, Roberto Menezes, e cobra dele o recebimento de dinheiro.

“Eu quero meu dinheiro. E não venha com desconto de INSS, não, porque isso é dinheiro roubado”, diz o ex-deputado. “É melhor você me dar do que sair tudo [todo mundo] algemado dessa porra.”

Segundo a PF, Gonçalves continuou a se beneficiar do suposto esquema de desvio mesmo com o fim de seu mandato, em fevereiro de 2007.

Em outra gravação, o empresário Marcelo José Martins Santos Filho, o Marcelinho, sócio de várias concessionárias em Maceió, fala com o deputado Nelito Gomes de Barros (PMN) sobre possível acerto com Albuquerque para a compra de três Ford Fusion -que, segundo a investigação, seriam pagos com dinheiro da Assembléia. Cada unidade do carro custa em torno de R$ 80 mil.

Marcelinho, segundo a PF, está no topo da organização criminosa -junto com os deputados da Mesa Diretora.

O Fusion de Barros está entre os carros e camionetes de luxo apreendidos por determinação da Justiça Federal e que estão amontoados no pátio da Polícia Federal em Maceió.

Em outra gravação, assessora parlamentar apontada pela PF como laranja de Albuquerque reclama com o diretor de RH que pessoas ligadas ao presidente da Assembléia não “receberam”. “Uma irmã dele recebeu; outra, não”, diz.

As irmãs de Albuquerque estariam incluídas na folha de pagamento da Assembléia sob o código 108. Inspeção feita pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Alagoas na Assembléia, concluída há duas semanas, indicou que a maioria dos 128 servidores da “folha 108″ recebia salário sem ter sido nomeada para nenhum cargo. Segundo a PF, a “folha 108″ era composta por familiares e laranjas dos deputados investigados e era modificada mês a mês para atender aos interesses da organização criminosa.

“[Os deputados da Mesa Diretora] inseriam funcionários fantasmas na folha, pessoas que nem sabiam que o CPF delas estava na Assembléia”, disse o superintendente da PF em Alagoas, José Pinto de Luna. Segundo ele, já há provas robustas da existência do esquema e do envolvimento dos parlamentares.

As gravações apontam que o esquema funcionava com a apropriação, pelos deputados, das verbas de gabinete, gratificações dos comissionados, retenção de salários e inserção de servidores fantasmas na folha. Havia ainda, diz a PF, esquema de fraude à Receita, via Imposto de Renda.

Comentário do Blogueiro: O Blog do Desemprego Zero levantou o questionamento sobre “o por que” dessa notícia passar quase desapercebida. A sugestão é que se o presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas fosse do PT e não do DEM haveria um verdadeiro terremoto midiático. Isto é fato. Porém, sendo do DEM, a notícia não interessa à grande mídia. Mais uma vez, fica a constatação de que a “onda ética” desse pessoal tem direção certa. É uma ética de mentirinha, ou seja, de conveniência. Quando lhe convém, fazem um estardalhaço com uma “tapioca”. Caso contrário, o assunto aparece e desaparece da mídia como passe de mágica. O que vale mesmo é o embate político. O resto é conversa para boi dormir. Quem quiser cair no conto dessa gente que caia, eu estou fora. Cada um escolhe as historinhas que melhor lhe interessam.
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...