Don´t bother me!

Estava passando batido pela comemoração da vitória em Berlim do “Tropa de elite” e a retomada da polêmica em torno do filme. Mas, hoje, quando li a crítica do The Guardian desancando o prêmio, dizendo que o filme é fascista, o argumento é infeliz, os diálogos são fracos, repletos de clichês, fiquei incomodado. Como assim? Fui relar o que aqui escrevi antes da mídia publicar uma única linha de análise, até então apenas visto em cópias piratas, e continuo com a mesma visão. O filme é parcial como análise daquela realidade, restrito a uma visão policial, hipócrita, que mente sobre a existência de um Bope incorruptível. Mas, onde a coisa hoje me incomodou, ele é melhor que muita baboseira da produção internacional. Como que vem um inglesinho mauricinho falar de que a nossa classe média não conhece a favela, nunca lá pôs os pés, não tem como falar sobre o assunto. Que papo é esse? Deseja que temos que acompanhá-los em suas visitas guiadas e protegidas, todos de mãozinhas dadas pelas vielas para poderem registrar o nosso exotismo?

Estava com essa sensação quando leio o Alon Feuerwerker que coloca um ponto interessante:

No Brasil, infelizmente, muita energia foi desperdiçada na polêmica inútil sobre o suposto viés ideológico da obra. Até hoje os atores e o diretor sentem-se na obrigação de "explicar" o que o filme "quis dizer". Que importância tem isso? Nenhuma. Se se fizer um balanço de todas as críticas dirigidas ao filme, ele não foi acusado em nenhum momento de deficiência estética ou técnica. Nem foi dito que retrata uma realidade inexistente. Tropa de Elite é mais uma prova da superioridade do realismo sobre escolas artísticas de inspiração subjetivista e abstrata. Tropa de Elite é o nosso Resgate do Soldado Ryan.

Interessante. Nem compactuo com o restante do texto e o entusiasmo do jornalista, que vai mais longe, exagerando em que o filme é um “ Vidas secas” do Brasil urbano e coisas do tipo. Gostei da comparação com Spielberg. De fato, o que faz um soldado americano ser mais factível que o Capitão Nascimento? Mais humano? Quer maior hipocrisia ou clichê imaginar a situação do enredo em que um soldado alemão é poupado? Vocês acreditam nisso? O exército americano não começou agora no Iraque seu barbarismo, seu aprendizado de tortura. Foram séculos de experiência. Trucidaram populações indefesas nas Filipinas, verdadeiro holocausto patrocinado pelos seus primeiros interesses geopolíticos no Oriente. Mark Twain que o diga. E não pararam aí. A lista é grande, e chega aos nossos dias, quase sem interrupção. Quando filmam, o fazem como sofridos homens vítimas da história, que deram o sangue pela “liberdade” do ocidente. Baboseira. Quando filmarão a verdade histórica de que pouco os americanos fizeram na Europa, comparados ao que a União Soviética sofreu com seus exércitos, seu povo? Seu interesse era o Japão e cercanias, para onde seu capitalismo desejava ampliar-se. Liberdade? Conta outra.
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Radicalização periférica

Desde seu lançamento, Tropa de Elite viveu na polêmica. Foi recebido com bastante má vontade por parcela da imprensa e da intelectualidade brasileira. Semana passada, causou reações controversas do público e dos jornalistas presentes ao Festival de Cinema de Berlim. Recebeu críticas ácidas de publicações especializadas (como a revista Variety) e do grande Le Monde. Na noite de sábado, 16 de fevereiro, o filme levou o Urso de Ouro, uma das mais importantes premiações do cinema mundial, e foi aclamado de pé pela platéia que se aglomerou no Berlinale Palast. O júri, presidido pelo cineasta Costa-Gravas, premiou o filme de José Padilha por sua capacidade de “nos ajudar a compreender a sociedade brasileira, e não apenas ela. Corrupção e violência são pragas que avançam em todo o mundo, com as especificidades de cada lugar”.

Reproduzo abaixo artigo que publiquei no jornal O Estado de S. Paulo em outubro de 2007, quando o filme iniciava sua exibição nos cinemas brasileiros.


Logo no início de Tropa de Elite – o interessantíssimo e polêmico filme de José Padilha – fica-se sabendo que polícia, crime e tráfico fazem parte de um mesmo sistema: entrelaçam-se como fios de novelos gêmeos, corrompem-se e se degradam mutuamente. Quase de imediato percebe-se também que o entrelaçamento é mais profundo. Nos morros e na cidade, os desejos de consumo, os estilos, a linguagem e os comportamentos sugerem uma ausência de distância social, ainda que seja escandalosamente ostensiva a disparidade de renda, educação e oportunidades entre aqueles mundos unidos pela diluição ética e pelo ofuscamento do futuro.

Os morros retratados no filme são ambientes abandonados, assistidos por uma ONG bem-intencionada, mas não pelo poder público. Jovens burgueses e de classe média compartilham espaços e drogas com jovens pobres, marginais e crianças, misturando de modo louco universos que, na base da sociedade, são incomunicáveis e se rejeitam com veemência. Parece não haver classes naquela “comunidade” unida pelo desejo de sobreviver, de consumir, de “fazer algo” e acontecer, sempre que possível contra o Estado (a polícia). Mas a exclusão, a miséria, a falta de perspectivas explodem por toda parte, a evidenciar um dilaceramento social extensivo. A violência generalizada é seu fermento, a dificuldade comunicacional seu combustível. Não é somente a truculenta e fascista elite da tropa que se revela desqualificada para propor uma saída: todos – traficantes, universitários, políticos – chafurdam na mesma impossibilidade de ação positiva, dramaticamente abraçados.

Pode-se até dizer que o filme exagera na apresentação da violência, que nos morros também há gente decente dedicada a alcançar patamares consistentes de dignidade e sobrevivência. Que a polícia não é só aquilo que se vê, uma corporação corroída pela corrupção, pelo despreparo e pela luta interna. Como toda obra de arte, Tropa de Elite dá margem a muitas interpretações. Pode ter fascinado alguns brucutus de plantão e seduzido aquela parcela da população que acredita na lei do cão, mas não deixa ninguém indiferente. Ao desnudar uma situação lancinante, explosiva, faz um irrecusável convite à reflexão. Incentiva-nos a pensar no Brasil atual, onde o moderno está ao mesmo tempo radicalizado (repleto de tecnologia, individualizado e desinstitucionalizado) e aprisionado pela condição periférica do país, que nos mantém com boa parte do corpo submerso na pobreza, na ignorância e no atraso econômico-social.

O entrelaçamento destas duas “lógicas”, a da modernidade radicalizada e a da condição periférica, a do celular e a da miséria, dá cores ao Brasil atual. Voracidade produtiva e consumista, desejo contínuo de exposição, diversão e velocidade, conectividade fácil, desengajamento, fuga do Estado e da política – são fenômenos derivados do moderno que se radicaliza. Vida que escoa pelos dedos, sem direção e sem formato estável: “líquida”, na sugestiva linguagem metafórica de Zigmunt Bauman. A condição periférica, por sua vez, nos encharca de pobreza, de violência, de luta insana pela existência, de indigência e não-reconhecimento, de massas subalternizadas, vistas como ameaça e problema, não como fato humano ou gente. A interpenetração das duas condições produz um tipo de vida: dinâmica, frenética, desigual, efêmera, inevitavelmente insegura e perigosa. Se a inovação tecnológica infrene apaga as distâncias de tempo/espaço, ela ao mesmo tempo polariza a convivência, separando as pessoas, por exemplo, em incluídos e excluídos digitais ou informacionais. Ao passo que, para uns, drogas e celulares são meios de vida, para outros são fontes de prazer e entretenimento.

Encontramos traços deste modo de ser por onde quer que caminhemos. Ou será que as dificuldades e incertezas da escola e da educação têm a ver somente com fracasso pedagógico ou despreparo dos professores? A longa e interminável crise do Congresso seria por acaso o resultado exclusivo da mediocridade da classe política? E o que dizer da condição falimentar dos partidos? Podemos nos contentar em atribuir as seguidas tragédias (aéreas, rodoviárias, urbanas, hospitalares) de nossos dias somente aos “sistemas” e a seus operadores?

A modernidade radicalizada periférica está pulsando em nossos nichos sistêmicos e existenciais. A vida líquida, por aqui, é ainda mais informe. Não necessitaríamos de filmes como Tropa de Elite para saber disso. Bastaria olhar para os ambientes em que julgamos estar nossas maiores virtudes: nossas instituições, da família aos sindicatos, passando pelas escolas e pelos tribunais, pelo mercado e pelo Estado. Tudo parece meio desfocado e fora de controle: em transição acelerada, recomposição e “sofrimento”. Há coisas novas despontando, coisas velhas ruindo com estardalhaço, outras fenecendo em silêncio. O tom dominante é de dúvida, medo, incerteza e insegurança, mas não há como desprezar a potência positiva daquilo que emerge, nem achar que todos os cidadãos se deixaram contaminar por igual e não se orientam mais por nenhum valor cívico (a honestidade, a decência, a integridade) ou aposta política.

A questão, como sempre, está na contradição e na ambivalência. Aquilo que se mostra mais “emancipador” – a liberdade de escolha, a mobilidade, a democratização dos relacionamentos – também traz consigo novas injustiças e a reiteração de problemas já conhecidos: vantagens e oportunidades desigualmente distribuídas, hierarquias e assimetrias de novo tipo, exclusões inaceitáveis.

A época é estranha, turbulenta, difícil de ser decodificada. Ela está a nos dizer que problemas e conflitos não podem ser resolvidos por medidas unilaterais ou discursos fáceis. Dependemos sempre mais de pensamento crítico articulado e de políticas inteligentes, contínuas, democráticas, que valorizem as pessoas e produzam resultados sustentáveis. [Publicado em O Estado de S. Paulo, 27 de outubro de 2007, p. A2]

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Popularidade do Governo Lula

O que mais me espanta é o espanto da mídia. Decididamente os caras ficam contrariados quando percebem, que por mais campanha que façam, por mais sistemática e baixa que esta campanha seja, ela simplesmente não cola.
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Pesquisa CNT/SENSUS aponta a maior aprovação ao governo Lula desde 2003

A avaliação do governo Lula é a maior desde 2003. O índice daqueles que consideram o governo ótimo e bom sobe de 46,5% para 52,7% em janeiro. Esse percentual chega a 85,2% de brasileiros quando se considera ótimo, bom e regular. Além disso, a aprovação pessoal do presidente cresce para 66,8% de ótimo e bom. Em contraste, apenas 13,7% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo. Houve um significativo crescimento na avaliação do governo e do presidente Lula. Os programas sociais e a melhoria na economia explicam a aprovação do Lula e de seu governo. Além disso, o discurso de fácil assimilação com a população do presidente Lula contribui para uma melhor avaliação junto às camadas de renda mais baixa.

A crise da febre amarela (uma epidemia que não houve) e as denúncias de mau uso dos cartões corporativos não foram capazes de atingir a aprovação ao governo Lula, que continua em alta. Mas a maioria dos entrevistados acredita que os cartões corporativos afetam a imagem do presidente Lula. A questão é que a população avalia o governo em seu conjunto, o que explica a elevação da popularidade mesmo em momentos de intensa agenda negativa na imprensa.

A maioria do eleitorado mostram confiança no crescimento do país. É um contraste quando se observa que grande parte dos entrevistados mostram preocupação com a crise americana. Outro destaque da pesquisa CNT/Sensus é a melhora significativa no índice de expectativa, que sintetiza as perspectivas para indicadores de emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para os próximos seis meses. Segundo a pesquisa, o índice de expectativa subiu de 64,46 pontos em outubro de 2007 para 71,25 pontos em fevereiro. É sinal de otiminismo da população em relação aos indicadores sociais.

Em relação aos últimos seis meses, o índice de avaliação do cidadão, que pondera os mesmos indicadores do índice de expectativa, subiu de 44,72 pontos para 50,90 pontos. Em todas as categorias, houve percepção de melhora nos últimos seis meses. Ricardo Guedes, diretor da Sensus, pondera que isso explica o aumento na popularidade do presidente Lula e de seu governo.

A pesquisa também avaliou os cenários para a eleição de 2010. Serra continua sendo o nome mais forte para 2010. Aécio Neves está em crescimento contínuo. No lado do PT, os ministros Patrus Ananias e Dilma Rousself continuam com poucas intenções de voto. São poucos conhecidos do eleitorado. No campo governista, Ciro Gomes é o nome mais bem colocado em todas as simulações. Segundo Ricardo Guedes, do Sensus, o apoio do presidente Lula poderá levar o candidato para o segundo, seja ele do PT ou de outro partido da base aliada.

A pesquisa não apresentou nenhuma novidade com relação às eleições de 2010. O cenário é praticamente o mesmo de meses atrás. Mas confirma que Lula poderá influenciar a escolha de seu sucessor. A popularidade do presidente Lula pode garantir um candidato da base aliada no segundo turno das eleições. Além disso, uma parte do eleitorado poderá seguir às recomendações do presidente.

Para saber mais sobre a pesquisa CNT/SENSUS, clique aqui para ler o que foi publicado no sítio da CNT.
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Batalha Nassif/Veja: A grande imprensa na defensiva

Imperdível a série de denúncias do jornalista Luis Nassif contra a revista Veja. Este blog presta seu apoio à corajosa luta de Nassif para mostrar o tipo de jornalismo praticado pela revista. A podridão do jornalismo praticado pela Veja está exposta numa série de artigos disponibilizados na internet pelo Nassif em seu blog e no site googlepages. São negociatas, ataques desqualificadores contra todos que atravessam à sua frente, guerras comerciais como a “batalha das cervejas”. O mais puro esgoto jornalístico.

Os artigos publicados pelo Nassif oferecem o “modus operandi” da revista Veja. Luis Nassif dissecou parte da sujeira encoberta na teia de interesses por trás de grandes reportagens. Conforme destacou Rafael Galvão em seu blog, o que Nassif denuncia seria comum em todos os jornais e revistas espalhados pelo país. Para ele, o jornalzinho do interior faz algumas matérias batendo no prefeito para ganhar anúncios e calar a boca; segundo ele, há alguns anos a Globo se sentiu ameaçada por uma incursão da Legião da Boa Vontade, aquela do Paiva Netto, no mercado educacional; o resultado foi uma série de matérias denunciando irregularidades da entidade. São apenas alguns exemplos.

Em reação às denúncias de Nassif, a revista Veja entrou com ações na Justiça contra o jornalista. A revista não refutou nenhuma denúncia sequer. Apenas quer usar a Justiça como instrumento para retardar ou dificultar a publicação das denúncias. É um direito da revista procurar a Justiça por sentir prejudicada. Porém, sempre que a imprensa faz uma denúncia vazia e alguém entra na Justiça, é logo acusado por toda ela, sem defecções, de querer calar a imprensa ou de ato contra a sua liberdade. Dessa vez, nenhum veículo de comunicação ou grande jornal em circulação saiu em defesa da liberdade jornalística do Nassif. Dois pesos e duas medidas. Sempre assim.

O curioso é que a grande imprensa silenciou sobre as denúncias. É o assunto do momento, em todas as redações, nas páginas da web, mas não saiu uma linha sequer nos grandes jornais. Cadê o direito dos leitores desses jornalões à informação? Por que se calam? Papelão esse que nossa imprensa se presta. Sonegam informação a seus leitores. Como no caso dos cartões corporativos, se depender da grande imprensa, o déficit de informação será gigantesco.

São denúncias gravíssimas. Colocam em xeque a credibilidade da maior revista semanal do país. Não é apenas uma briga política na blogosfera – a pretensa guerra política na blogosfera não existe -, como sugere o texto publicado pelo Observatório da Imprensa. Os blogueiros têm opiniões divergentes, muitas vezes radicalmente opostas, mas é normal. Estranho seria se os blogueiros acompanhassem a grande mídia e acabassem com a diversidade.

A verdade é que não há transparência em nossa imprensa. Se não fosse a pressão da blogosfera, ninguém tinha conhecimento dos abusos praticados com os cartões de Serra. E mesmo assim, sem maiores explicações, a imprensa num passe de mágica sumiu com as matérias. Deram espaço para as explicações do governo paulista sem submetê-lo ao contraditório. Fez uma cobertura partidária de um problema de gestão. Alguém pode dizer que o problema é ético. E daí? Vale a mesma coisa. Os interesses políticos e empresariais por trás da linha editorial dos jornais estão distantes de seus leitores.

Impacientes com a blogosfera, a Folha classificou os blogs de política de “engajados”. É uma tentativa rasteira de desqualificá-los. É público e notório que os blogs trazem mais diversidade à informação política. Trata-se de um espaço bem mais democrático para a discussão política que o ambiente dos jornais. Desqualificá-los simplesmente é pura intransigência ou intolerância à diversidade de opiniões. Não aceitam a crítica. Como disse em outro post, não posso exigir neutralidade da imprensa, mas reservo-me o direito de não gostar de seu trabalho. A divergência não é monopólio da grande imprensa. Até mesmo porque há sempre solidariedade entre eles. Na batalha envolvendo Nassif e a Veja, a solidariedade é total.

Os fãs da revista estão raivosos. Dizem que no governo Lula surgiu uma onda anti-Veja. Nassif estaria defendendo os interesses do governo contra uma revista que denuncia seus abusos. É um tipo de defesa que não suporta uma crítica mais consistente. Não respondem às denúncias do Nassif. Se as denúncias são verdadeiras, Nassif faz um bom jornalismo. Se elas são falsas, onde estariam as evidências. Será que uma revista que usa dos expedientes denunciados é uma boa revista? Quer dizer que vale tudo para atingir o governo? Uma coisa é ser contra o governo, outra coisa é defender o jornalismo mercantil da revista Veja.

Dias atrás o blog “O biscoito fino e a massa” comentou sobre “a decadência da Fox” na cobertura eleitoral americana. A comparação da Veja com a Fox deveu-se ao extremismo de ultra-direita da Fox, como se isso representasse o centro do espectro político americano. A queda da Fox na importância da cobertura política daquele país é um bom sinal. Para os fãs da revista Veja, deveriam prestar muita atenção. O sinal vermelho ascendeu. Se a moda pega, quem sabe jornalismo direitista (e udenista) comece a perder importância aqui nos trópicos.

Na eleição de 2006, Lula foi reeleito apesar da mídia. Houve uma campanha forte contra sua candidatura, mas não foi suficiente para sua derrota. Na época, comentava-se que a mídia tinha perdido capacidade de influenciar as eleições. É óbvio que ela ainda influencia e muito. Na verdade, a mídia perdeu a vergonha de ficar contra o povo. Essa talvez seja a razão para que o povo preferisse ficar do outro lado. Não seguiram sua cartilha. Quem sabe a decadência de Fox já esteja acontecendo por aqui, mas a ausência de diversidade na imprensa impeça de aparecer tal fenômeno. É só uma hipótese.

(CLIQUE AQUI PARA LER A SÉRIE DE REPORTAGENS NASSIF/VEJA)

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