Hoje, domingo, Barack Obama também venceu o estado de Maine, de população branquíssima, e que os partidários de Hillary contavam como certa. Obama obteve 58% dos votos, contra 41% da senadora democrata. São 24 delegados que participarão da convenção democrata em agosto. Foi mais um fim de semana de notícias ruis para a campanha de Hillary Clinton. E Obama avança.
Após as primárias deste fim de semana, Hillary Clinton ainda continua com maior número de delegados, segundo estimativas da Associated Press, com 1.135 delegados, contra 1.106 delegados de Obama. Um candidato precisa de 2.025 delegados para garantir a candidatura. Como o sistema americano é complexo, o número de delegados de cada candidato ainda é só estimativa, podendo mudar.
As primárias voltam a ocorrer na terça-feira, no Distrito de Colúmbia (local da capital americana), em Maryland e na Virgínia. Em Colúmbia e Maryland, Obama deve vencer com relativa folga. Na Virgínia, havia um empate técnico, porém a trajetória ascendente de Obama pode leva-lo à vitória. A última pesquisa apontava 55 a 37 para Obama, mas há dúvidas sobre os números da pesquisa.
A expectativa de Hillary Clinton concentra-se em vitórias decisivas no Texas e em Ohio, no dia 04 de março. Além disso, ela é favorita na Pensilvânia, marcada para o dia 22 de abril. São grandes estados com número grande de delegados em jogo. O problema de Hillary é inverter o sinal ascendente da campanha de seu oponente. Se não estancar a subida de Obama, Hillary pode chegar nas primárias desses estados sem todo esse favoritismo.
Outro problema enfrentado por sua campanha é financeiro. Obama tem arrecadado bem mais dinheiro que a campanha de Hillary. Para vencer nesses grandes estados, Hillary terá que aumentar a arrecadação de sua campanha, senão suas chances de vitória diminuem.
Há um cenário que aponta que nenhum dos pré-candidatos democratas chegará à Convenção com o número de delegados necessários para obter a indicação. Quem decidirá são os superdelegados, que representam 20% dos delegados e não tem compromisso de voto. O que se comenta é que Hillary chegará à convenção com menos delegados que Obama, mas obterá a indicação com apoio da maioria dos superdelegados. Dessa forma, a burocracia partidária escolheu um candidato contra a vontade de seus eleitores. Se isso ocorrer, é difícil ter um prognóstico sobre seu impacto na campanha de Hillary para a presidência. Porém, isso não pode não confirmar. É que muitos dos superdelegados são senadores e deputados, e vão às urnas pedir votos aos eleitores. Podem não querer contrariá-los. É isso.