Se jantar vencesse as eleições...

ELEIÇÕES 
Ti-ti-ti de Aécio e Campos  
Os dois presidenciáveis voltam a se encontrar para discutir cenários político e os números da economia brasileira

PAULO DE TARSO LYRA



O jantar de Aécio (E) e Eduardo (D), em um restaurante chique do Rio, já estava previsto, segundo assessores (Marcos Pinto/Folhapress - 8/12/13)
O jantar de Aécio (E) e Eduardo (D), em um restaurante chique do Rio, já estava previsto, segundo assessores  


Os prováveis candidatos À Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), e pelo PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PE), analisaram na noite de domingo, em um restaurante fino da Zona Sul do Rio de Janeiro, os últimos números das pesquisas de intenção de voto para a corrida ao Planalto. Também avaliaram os números ruins da economia brasileira, que podem prejudicar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, em 2014. Apesar da tentativa do próprio Eduardo Campos, ontem, de tornar o encontro casual, o Correio apurou que os dois presidenciáveis se encontram com frequência para analisar cenários.

“Fui gravar ontem à tarde (domingo) o programa do PSB no Rio de Janeiro, e eu só poderia voltar hoje (segunda) de manhã porque o aeroporto do Recife estava fechado às 23h. Quando terminei (a gravação), próximo do hotel, fui jantar, e lá encontrei Aécio, que também tinha ido jantar. Sentamos à mesa, conversamos um pouco, tomamos um café”, desconversou o governador. Mas um integrante da cúpula do PSB recebeu, na sexta-feira, a informação de que os dois presidenciáveis jantariam no fim de semana.

Apesar das especulações de uma possível insatisfação com as recentes pesquisas de opinião, tucanos e socialistas garantiram que não há possibilidade de mudanças nas candidaturas ao Planalto. “A população só vai começar a se interessar por eleições em julho, quando a legislação obrigar uma cobertura equânime dos presidenciáveis”, declarou um dos pré-coordenadores da campanha tucana, deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).

Para Pestana, a entrada do senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) na corrida presidencial aumentam as chances de segundo turno. “Em 2006, a senadora Heloísa Helena (PSol-AL) recebeu 6,9% dos votos válidos. Acreditamos que Randolfe, que tem uma boa interlocução com os movimentos sociais de junho, possa conseguir uns 5% dos votos em 2014”, completou Pestana.

O governador de Pernambuco também classificou como “muito importante” o indicativo do PPS de apoio à candidatura socialista em 2014. Disse que o partido deve ajudar na elaboração de seu programa de governo. “Foi uma decisão muito importante para nós, contar com o PPS para nos ajudar na caminhada de formação de um programa que possa ser oferecido ao Brasil em 2014”, disse Campos, após discursar em evento do Ministério Público pernambucano, no Recife.

Campos e Freire devem se encontrar em Pernambuco na próxima segunda-feira. “Vamos fazer uma primeira reunião para conversarmos como vai se dar essa integração, como a gente vai contar com as reflexões que o PPS tem feito sobre a realidade brasileira”, disse o presidente do PSB.

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O jornal Folha de São Paulo tem toda razão em menos de um ano de prefeitura Haddad colocou na rua milhões de pessoas que agora sem-teto protestam contra esse monstro. O periódico tem razão, tempos bons eram os de Serra que foi um grande prefeito e trouxe muitos benefícios para a cidade e para os paulistanos. Kassab chegou e completou a obra maravilhosa de Serra. Para 2014 devemos votar no PSDB em todos os níveis.

Grupo sem-teto faz manifestação em frente à casa de Haddad em SP


DE SÃO PAULO

Integrantes do movimento sem-teto MSTS realizaram na madrugada desta terça-feira uma manifestação em frente ao prédio onde mora o prefeito Fernando Haddad, no Paraíso, zona sul de São Paulo.
No final da noite de ontem (9), o grupo saiu em passeata pelo centro da cidade, passando pelo prédio da prefeitura, no viaduto do Chá, até chegar à rua Afonso Freitas, onde mora o prefeito.
O grupo --ao menos 100 pessoas, segundo a Polícia Militar-- reivindica além de moradia, a libertação de um integrante do movimento preso na manhã de ontem (9).
Integrantes do MSTS afirmam que José Edmilson Lins, 18, foi detido por policiais, junto da mãe e de outro sem-teto, por furto de energia e desacato a autoridade. Os três fazem parte de um grupo de sem-teto que invadiu há cerca de 30 dias o prédio do antigo Cine Marrocos, na rua Conselheiro Crispiniano, no centro.
A mãe de José e o outro integrante do movimento foram liberados ainda na noite de segunda.
O trecho da Afonso Freitas entre as ruas Coronel Oscar Porto e Carlos Steinen ficou interditado até por volta das 5h40, quando os manifestantes deixaram o local em passeata para retornar ao imóvel na Conselheiro Crispiniano. Eles prometem novas manifestações durante o dia e a interdição da avenida 23 de maio.

Avener Prado/Folhapress
Manifestantes do grupo sem-teto MSTS protestam em frente à casa do prefeito Fernando Haddad, no Paraíso, zona sul de São Paulo
Manifestantes do grupo sem-teto MSTS protestam em frente à casa do prefeito Fernando Haddad, no Paraíso, zona sul de São Paulo
O líder do movimento, Robinson Nascimento Santos, informou que os sem-teto tentaram durante o dia, sem sucesso, entrar em contato com o prefeito para discutir a questão.
Segundo os sem-teto, vizinhos do prefeito atiraram ovos e pedras de gelo contra eles durante o protesto.
GRÁVIDA
Durante a manifestação, uma manifestante de 21 anos entrou em trabalho de parto. Grávida de nove meses, ela foi levada por policiais militares ao Hospital São Paulo.
O líder do movimento gritou no megafone: "Haddad, mais um sem-teto que está nascendo".
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Acampamento do PT em apoio a Dirceu e Genoino é atacado pela direita raivosa

Acampamento do PT em apoio a Dirceu e Genoino é atacado pela direita raivosa

9/12/2013 12:51
Por Redação - de Brasília

O homem de óculos escuros chutou a grade de proteção e, com palavrões, ameaçou agredir, fisicamente, os manifestantes
O homem de óculos escuros chutou a grade de proteção e, com palavrões, ameaçou agredir, fisicamente, os manifestantes
Um grupo formado por quatro homens invadiu e depredou, na madrugada desta segunda-feira, o acampamento do Movimento de Solidariedade aos Presos Políticos do PT, instalado na Capital Federal. Os vândalos chegaram tentando arrancar faixas, banners e bandeiras do PT em apoio ao ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino, que estavam levantadas em frente ao Superior Tribunal Federal (STF), em protesto às prisões dos líderes petistas, condenados na Ação Penal 470.
“O grupo, além de tentar arrancar (as faixas de protesto), agrediu verbalmente os acampados e houve ameaça de agressão contra os militantes do PT. Um dos homens envolvidos, gritou ameaçando o militante João Paulo: ‘Nós vamos voltar João Paulo e acabar com este acampamento e atear fogo em tudo”, relata um dos militantes, no perfil que o Movimento de Solidariedade aos Presos Políticos do PT mantém em uma rede social.
– Nós estávamos todos dormindo, quando ouvimos o grupo xingando e apedrejando o acampamento, e eu levantei meio dormindo e foi quando eles me viram, entraram no carro e saíram correndo dizendo que iam voltar para derrubar o acampamento – relata, indignado, o militante João Paulo.
Na manhã de domingo, por volta das 7h, enquanto acontecia uma corrida no eixo monumental, em Brasília, um homem ainda não identificado passou em frente ao acampamento e começou agredir verbalmente os militantes com palavrões. O mesmo homem tentou partir para agressão contra a militante Ana Luíza, conhecida como Malu, e o militante Julio Cesar Senna. Agentes do Detran que estavam por perto e faziam a segurança do evento precisaram conter o valente, para que não houvesse uma briga no local.
– Suspeitamos que quem invadiu o acampamento, nesta madrugada, pode ter ligação com o primeiro homem que também ameaçou voltar e acabar com o Movimento. Mas ainda não há provas da ligação entre eles, pois o grupo também não foi identificado. Estávamos todos no acampamento tomando café, quando o cidadão passa correndo e xingando. Atormentado, quis partir para agressão, xingando a companheira Malu de todos nomes ruins que se pode imaginar, e quando vi que o grandalhão sem noção iria partir para violência contra o companheiro Julio Senna, que tem uma certa idade, tive que entrar e tentar conter a briga. Ele foi retirado por agentes do Detran mas, mesmo de longe, continuou a nos agredir verbalmente. Um fotógrafo do evento de corrido, registrou todas as imagens dele partindo para agressão e nos enviou – relata João Paulo.
Os militantes acampados pediram reforço aos deputados e senadores do PT, no sentido de ampliar a segurança aos manifestantes.
– Vão nos deixar aqui sem nenhuma segurança? Precisamos de companheiros aqui para nos ajudar e apoiar, que os companheiros da Câmara e Senado nos envie segurança para nos dar apoio – disse.
Além dos militantes João Paulo, Malu e Julio Cesar Sena, estavam no acampamento no momento do fato os militantes Weslei Caçador Soares e José Luiz do PR/RJ.
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O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg

Homens ao mar! Chamem os tubarões

9/12/2013 15:14
Por Antonio Lassance - de Brasília

O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg
O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg
O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg. Seus dirigentes continuam dando declarações de que não irão afundar de maneira alguma. Mas a verdade é que sentem o frio percorrer a espinha. As más notícias das pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais são o de menos. Aquilo que realmente os apavora é o ataque sofrido ao que têm de mais caro, Minas Gerais e São Paulo, sua república particular do café com leite.
Em 2014, terão pela frente, de um lado, o julgamento do seu próprio mensalão, o original e que deu origem à série, no Supremo Tribunal Federal – STF. De outro, sofrerão as investigações da Polícia Federal sobre o trensalão paulista – denúncia de cartel, superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina a dirigentes em altos postos de comando no governo paulista. Perto do propinoduto dos paulistas, o mensalão mineiro é brincadeira de criança.
Sabedores de que têm sérias avarias no casco, já existe um plano B. É simples, curto e grosso. Se houver pressão da opinião pública que aprofunde ainda mais a desmoralização que já vêm sofrendo, e se não conseguirem suficiente blindagem midiática e do Ministério Público, terão que sacrificar alguns de seus membros para serem devorados.
Vão, portanto, desovar em alto mar a carga que considerarem podre. Pretendem se livrar do peso morto e, ao invés de lançar botes e coletes salva-vidas, o plano dos comandantes é usar megafones para alertar os tubarões, dizendo: “olhem eles ali! Encham o estômago e nos deixem em paz”. Quanto mais forem fustigados, mais carne estarão dispostos a sacrificar.
Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. Ambos são considerados figuras isoladas e difíceis de se defender. São os primeiros da fila para andar na tábua. A coisa se complica quando se fala em Aloysio Nunes, que é muito ligado a José Serra e a Fernando Henrique. Mas há informações de que a Polícia Federal tem documentos suficientes para colocá-lo em péssimos lençóis.
A alta cúpula do tucanato sabe que houve corrupção em larga escala. O que não contava é que isso se tornasse tão evidente. Já se avalia que algumas provas do escândalo são incontestáveis e que haverá delatores suficientes para enrascar algumas de suas maiores lideranças até o pescoço, com crueza de detalhes.
Na fissura do salve-se quem puder, o PSDB quer evitar a estratégia adotada pelo PT. O PT assumiu que houve irregularidades, mas rechaçou peremptoriamente a prática de crimes. Se solidarizou com os acusados e atacou quem os condenou. Os tucanos que estão com os nomes jogados na lama serão abandonados – lama é apenas uma maneira de dizer, trata-se de algo bem pior.
O partido que ajudou a envenenar o poço agora vê que não pode reclamar de beber da água. A tentativa de se distinguir dos petistas será vendida como um ato de desprendimento em relação aos seus malfeitores. A questão, no entanto, não tem qualquer fidalguia.
A acusação mais grave que os petistas sofreram no STF foi a de atentar contra o Estado democrático e o funcionamento das instituições. Segundo o delator, Roberto Jefferson, o dinheiro amealhado teria sido distribuído a parlamentares de partidos para a compra de votos no Congresso – por isso o apelido de mensalão. E os tucanos? O que poderão dizer de um escândalo envolvendo a construção de um metrô que teve, como destino final, dinheiro guardado em contas bancárias na Suíça? Não é política. Tem cara, cheiro e cor de enriquecimento. Não é poder, é dinheiro. Não é mensalão. É propina.
Os petistas estão indignados e querem seus dirigentes de volta. A condenação de José Dirceu, Genoíno e Delúbio uniu até quem passou a vida fazendo oposição a eles dentro do PT. Os tucanos estão divididos e querem defenestrar aqueles que foram pegos com a mão na massa, pelo menos seus operadores, porque já sabem que deles não podem esperar qualquer reciprocidade partidária.
O PT trata seus três mosqueteiros como heróis – o quarto, João Paulo Cunha, está a caminho. O PSDB está fazendo sua lista de párias para publicá-la a qualquer momento.
Realmente, são duas coisas completamente diferentes. Enquanto o PT cospe fogo, o PSDB se prepara para engolir espadas.
Antonio Lassance é doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB).
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Datafolha desaponta Folha neoliberal

Por Altamiro Borges

Pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana não deve ter agradado os donos da Folha, do mesmo grupo empresarial. Apesar da violenta e sistemática propaganda midiática contra o Estado, com base em dogmas neoliberais, metade dos entrevistados afirmou que prefere os serviços públicos aos prestados por empresas privadas. Segundo o frustrado jornal da famiglia Frias, “nada divide tanto os brasileiros como a concepção do papel que o Estado deve ter em suas vidas. É o que mostra a mais completa pesquisa do Datafolha sobre as inclinações ideológicas do país”.

Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados apoiam a ampliação dos serviços prestados pelo Estado; já 47% preferem não depender do governo. “No Nordeste, região mais pobre do país, e entre pessoas que recebem até dois salários mínimos, a preferência pela ajuda do governo atinge 53%”. O levantamento também revelou divisão no que se refere à carga tributária. Os mais ricos gostariam de pagar menos tributos e contratar serviços particulares. “A formulação alternativa, pagar mais impostos e ter saúde e educação gratuitas, é preferida por 43% da população”.

Diante dos resultados, a Folha neoliberal constata: “Em todo o país, 41% identificam-se mais com ideias de esquerda ou centro-esquerda. Outros 39% são mais simpáticos aos valores de direita ou centro-direita. A pesquisa deixa evidente a simpatia que os brasileiros têm pela ação do Estado. Quase 70% acham que o governo deveria ser o principal responsável pelo crescimento econômico do país, e não as empresas privadas. Além disso, 58% entendem que as instituições governamentais precisam atuar com força na economia para evitar abusos das empresas”.

Para desespero do jornal patronal, que sempre bombardeou a CLT, “54% associam as leis trabalhistas mais à defesa dos trabalhadores do que à ideia de empecilho às empresas”. A pesquisa aponta ainda que “o jovem tende à esquerda, e o rico se inclina para a direita” e que a preferência por Dilma Rousseff aumenta entre as pessoas identificadas com a esquerda. “A presidente tem 54% das intenções de voto entre os eleitores de esquerda e 37% entre os associados a ideias de direita. Petistas querem mais benefícios do governo; tucanos têm tendência maior de associar a pobreza à preguiça”.
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